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2018-11-23

ELES SABEM…
Mas preferem desviar o olhar e dar o «ar» de quem apenas «veio ver a bola». Cada um por si…e o resto logo se vê! Eles sabem…e tenho pena dos meus amigos que sabem!


ELES SABEM…
Sabem que há pessoas sem teto e sabem que há pessoas com fome. Eles sabem que há pessoas na miséria e sabem que Portugal é o país europeu onde mais se morre de pneumonia. Os reformados até morrem à porta da farmácia! No entanto há greves justificadas pelo eufemismo da «aplicação da lei». E não há investimento na saúde.
Eles sabem…
Por isso vos digo que somos um país de indigentes mentais e que a propalada solidariedade é uma treta. Em laivos de caridadezinha…apenas já só reagimos a estímulos de tragédia e de vergonha.
Eles sabem…
Sabem que o «coração» do regime democrático e do Estado de direito está ferido de morte. No entanto há greves. E tudo o que os preocupa é o teto salarial. Na justiça e nas polícias.
Eles sabem…
Sabem que a «escola», depois da casa, deve ser encarada como o «princípio de tudo», mas não há investimento nas infraestruturas e nos alunos. Nem na formação de qualidade daqueles que deviam saber ensinar. E os que sabem, são arrastados na lama de reivindicações «fora de prazo» e no eufemismo da aplicação da lei.
Eles sabem…
Sabem os governantes e todos os políticos da oposição. Mas quem governa, prefere jogar com o défice e ignorar as pessoas. Por isso há precários, por isso há doentes, por isso há incêndios, por isso há acidentes trágicos. Não só, mas também por isso.
Eles sabem…
Sabem os deputados, os jornalistas e os presidentes de câmara. Mas o umbigo de cada um prefere alimentar o (triste) espetáculo mediático do que trabalhar com seriedade e dignidade.  
Eles sabem…
E talvez esperem ver de novo, um dia destes, o ressurgimento de uma «Câmara Corporativa» no Parlamento em Portugal, à semelhança da que existiu durante o Estado Novo.
Eles sabem…
Mas preferem desviar o olhar e dar o «ar» de quem apenas «veio ver a bola». Cada um por si…e o resto logo se vê! Eles sabem…e tenho pena dos meus amigos que sabem!

António Bondoso           
Jornalista
Novembro de 2018. 



2015-11-06


UMA PERGUNTA SIMPLES...PARA ALGUNS ARAUTOS DA "VERDADE"!

Foto de A. Bondoso.


ONDE ESTAVAM NAS HORAS DIFÍCEIS?

         Sobretudo tendo em conta que a “verdade” nunca deixa de ser relativa, o meu compromisso será sempre com a Justiça! E esta conduz inevitavelmente ao que é verdadeiro e verdadeiramente livre. E ser livre é incontestavelmente poder optar, sem hipotecar a opção a qualquer instrumento limitador da liberdade de pensar e de agir…com justiça!
         E nessa medida, direi que ser justo é ser solidário no caminho da procura do bem comum. Sabendo que, ser justo, é estar ao lado de quem sofre, é então aí que deve afirmar-se o compromisso.
         Assim, pode sempre perguntar-se onde estavam os mentores de um tão recentemente propalado compromisso, quando a pobreza se foi multiplicando nos últimos quatro anos? Onde estavam esses seguidores do compromisso agora badalado, quando milhares e milhares de pessoas deixaram de poder pagar a renda ao senhorio ou a prestação da casa ao banco? Onde estavam “esses”, quando as filas para a “sopa dos pobres” iam dobrando cada vez mais esquinas de tantos quarteirões das cidades deste país? Onde estavam “esses”, quando tantos milhares de pessoas ficavam à porta das farmácias a decidir (?) qual dos medicamentos da receita médica poderiam aviar nesse dia? Onde estavam os “novos comprometidos”, quando milhões de reformados e de pensionistas viram cortada a sua condição presente, anulando qualquer sonho de futuro? Onde estavam esses novos comprometidos, quando milhares de pais e de avós viram filhos e netos partir para longe em busca do conforto que os “donos disto tudo” lhes foram negando dia após dia? Onde estavam esses, quando o suicídio passou a fazer parte comum do quotidiano deste país sem um Estado de bem? Onde estavam, quando outros milhares de cidadãos deixaram de poder usufruir do sono dos justos, sendo obrigados a recorrer a medicamentos psicotrópicos?
         Onde estavam as vozes – agora muito ouvidas – quando a arrogância, a prepotência, a indiferença, a incompetência do governo ultraliberal, a caminho de uma nova ideologia nazi-fascista (muito em voga na atual União Europeia), nos dizia diariamente que o sacrifício tinha em conta os superiores interesses do país? O interesse da alta finança pode confundir-se alguma vez com o interesse da maioria das pessoas? É que, no final, o que aqui importa é o superior interesse das pessoas carentes de Justiça!
António Bondoso
Jornalista 


António Bondoso
Novembro de 2015