2010-05-14

O SIGNIFICADO DE UM LIVRO !



Um livro, tenha o título que tiver, seja qual for a temática abordada, é sempre História. Quase sempre mais do que uma.

Histórias de afectos e de emoções - também de ódios e tragédias. Ligadas muitas vezes por palavras de esperança, um fio "condutor" à imagem e ao sabor de quem escreve.

Em qualquer caso, será sempre um marco significativo. Também para quem o lê !

No fundo, não deixa de ser um testamento que, no momento da sua leitura, responsabiliza as "testemunhas" pela divulgação e cumprimento da mensagem e das vontades.


Dedico a todos os Sãotomenses, por nascimento, opção e coração, que privaram ou simplesmente comigo conviveram e que ainda hoje, pela feliz circunstância da amizade, me fazem o favor de manter contactos mais ou menos regulares; a todos aqueles que, por uma feliz circunstância de paixão ou de estudo, conheceram e percebem o que representam as Ilhas do Meio do Mundo.


“ …QUEM CRESCEU NUMA ILHA, AMOU E AMA

MAIS PROFUNDAMENTE !”

António Bondoso, 2008.


S.TOMÉ NÃO É SÓ UM ROMANCE !

S.Tomé não é apenas “um” romance.

Para mim, S.Tomé não é apenas “mais um” romance.

Em S.Tomé e Príncipe ocorreram muitos romances, em circunstâncias diversas, ao longo de séculos, gerações passadas – gerações contemporâneas.

As próprias Ilhas são romances – cada uma à sua maneira – envolvendo pessoas com a mesma cor da pele ou com a tez diferente, gente de terras distantes, gente de muitas almas, que os corações batem a um ritmo semelhante, ora mais pausado, ora mais acelerado.

Mas a vida nas Ilhas, genericamente, não pode considerar-se apenas e só um romance!

Pelo menos um típico romance de amor, apenas um romance de amores felizes.

E sabe-se bem que alguns amores foram expurgados de romance.

É deles que falo, sobretudo desses romances e amores difíceis – trágicos alguns, selvagens outros, falhos de um gesto de carinho quantas vezes.

Desses houve sempre. E foram marcantes! Os mitos, as lendas e os nomes : Ana de Chaves e Maria Correia são exemplos.

Depois, há um lugar especial para os romances exóticos, de paixões arrebatadoras e que terminam mal começam – contraponto daqueles que, desabrochando sem paixão, perduram uma vida com amizade e amor.

Finalmente, aqueles que estão acima da simples existência humana.

Como o de D. Simoa, misericordiosa e afortunada “filha da terra” e as suas Ilhas distantes. Também o delas – estranhas montanhas de afogamento protegidas – e o deste humilde “eu”…mais o mar imenso e uma relação eterna!

Que alongo neste espaço de palavra às ilustrações de Manuela Pontes, que partilhou comigo – por amizade e família – a luz do Sol do meio do mundo, durante muitos anos reflectida no seu natural cabelo louro! E um abraço carinhoso às palavras sentidas da camarada e “compatriota” São Lima, escritas – felizmente não esfumadas – sob o signo do “smog” Londrino.


AUSÊNCIA

Para além do infinito, qual o odor do romance?

Para além de nós, o que significa o amor?

E a paixão que nos consome

Na distância dessas Ilhas de seios fartos e firmes?

Não é mistério é um livro

Sem páginas a preto e branco!


UMA CARTA DA SÃO LIMA

– POETA MAIOR SÃOTOMENSE, JORNALISTA APAIXONADA, TECIDA DE SONHO EM SONHO.

Caríssimo António:

Perdido junto à praia, o olhar ausente, um menino respira a matéria do seio.

À frente dos seus olhos, tudo é transparente e profundo e leve como o sono.

Seu é o alimento dos plenos sentidos.

A respiração transmigra agora da retina do poema, veleja por

estradas à sombra do coração.

Fraterno abraço da

São Lima

Londres, Dezembro de 2008.


A MEIO DA VIAGEM

Odisseia

Aventura

Ousadia

Uma viagem de sonhos pelas Ilhas da minha infância:

A ingénua e verde paisagem juvenil

Os quentes tons do homem em formação

Um romance em construção

Tal como a terra que pisei

E os seios que beijei.


“Pela hora do meio-dia, com a maré, A Ilha Desconhecida fez-se enfim ao mar, à procura de si mesma”.

José Saramago, 1997


COMO SE ALIMENTA O “ROMANCE…”

De repente senti frio. Tinha partido da Ilha (há muito conhecida e referenciada nas cartas), deixando longe o calor dos afectos de uma forte ligação de vinte anos, o calor das paixões da adolescência, o calor das amizades juvenis – sólidas e solidárias, o calor dos romances entrelaçados entre as utopias perfeitas e a realidade fugidia, o calor das aventuras alimentadas pela criatividade avançada e apressada, o calor de uma relação prometida e renovada, o calor de uma dimensão de sonhos possíveis e próximos.

O frio congelou parte dos sonhos mas não destruiu a ambição de os projectar para um novo caminho longe.

Fi-lo aqui – na pátria da Língua, dei-lhe continuidade a Oriente da História, convivi com a saudade em cada expressão dos trópicos. Ao contrário da Ilha de Saramago, fui eu a fazer-me ao mar à procura de mim mesmo!


O AROMA

O aroma sobe em zigue-zague

Os sentidos aguardam em silêncio.

Inspira-se um gesto

Os lábios acariciam ao de leve

A porcelana fina de café.

Sorve-se com divina lentidão

Como a seiva libertada de tantos seios da Ilha.

Sem dúvida...é SãoTomé.

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Em ti me projecto

Para decifrar do sonho

O começo e a consequência

Conceição Lima, 2004


SEIOS ILHÉUS

Olhar ausente

Perdido junto à praia

Vago pensamento flutua

E respira o azul sereno

Do presente.

Da areia fina e seca em Micoló

Contemplo as montanhas do Ilhéu

Guarda avançada de um tesouro cobiçado.

Seios perfeitos rompendo as águas

Do mar, no Golfo que chamaram

Da Guiné mais das estrelas que tomaram

Os nomes de Príncipe, Anobom, Fernando Pó.

No Ilhéu permanece ainda a luz

Do Farol que avisa os navegantes

Ilumina os novos pescadores

De sonhos que não são o que eram dantes.

Das cabras e verdura muito rala

Não reza a história grande feito

Mas os mamilos dos seios do Ilhéu

Alimentam a memória dos escravos

Que passaram ...

...Mas não tombaram !


VULCÃO

O sangue do vulcão encandescente

Cuspido acima do mar

Espalhou-se pelo Golfo e modelou

Ilhas densas de mistério e de beleza.

Pelo corpo virgem dos cumes

Frementes de calor e de sabores

Floriram pétalas douradas

Rubis das entranhas submersas

E seios de esmeraldas à espera.


“…descubro que a minha memória de S. Tomé e Príncipe está ligada aos lugares. Lugares que se metaforizam no Atlântico, esse Mar, elemento feminino, que gera do Sol o calor humano que me recebe entre lembranças de miudezas e insignificâncias significativas e verberações de amizades, afectividades e, por vezes, apenas olhares de cumplicidade e de agradecimento. Olhares que denunciam sentimentos de partilha”.

Inocência Mata, 2004


O RIBOQUE OU OS LUGARES DE UMA VIDA

Na encosta traseira do meu bairro

Habita toda a mata do Riboque.

Palmeiras eritrinas e mangueiras

Refrescam a sombra do meio dia

Quando a jovem sanguê passa a sorrir

Anunciando à cabeça o seu peixe voador

Já temperado pelo sal e o calor.

Segue caminhos marcados

De cor já muito pisados

Encobrem grandes mistérios

Não tapam desejos sérios.

Revejo aventuras fantasmas

Sonhos leves a pousar nas verdes folhas

De dia a querer estar libertos

À noite passeando bem despertos.

Nas traseiras do meu bairro

Entre a casa e o Riboque

Vive a lembrança de jovem

Criança amadurecida

Fumando o cigarro negro

No tanque da roupa

Escondida.

Um pecado original sem desvio

Abafado no trinar ao desafio

De tantas aves que ouço

Tempo perdido tão longe

Ossobós ou periquitos

Talvez guembús … ou pardalitos

Na mata sombreada do Riboque

A viver na encosta traseira do meu bairro !

Bem lá dentro

Nesse obó de livre espírito

Amparada na jaqueira centenária

A venda do senhor Cravid :

Laranjada Flêbê e a branca espuma da ússua

Cigarros negritas de consumo colonial

Vendidos a um preço tão banal.

Por lá passa muala glavi…

Apregoando que seu peixe ainda fresco

Traz cristais de um mar cheio de sal.

A correr por ali todos os dias

tropeço na esperança repetida

De me ver a fintar o tempo todo

No campo seco tijolo de barro

Sobranceiro à Igreja do meu bairro.

Conceição do Padre Rocha

Das membras irmãs de Maria

Vestindo de azul celeste para louvar o Senhor

Cantam bem quase de cor

Manhã de cada Domingo

Até chegar o Natal.

As vozes pousam nas árvores

Dizem preces seculares

Hoje e ontem como sempre

Lembranças bem populares

Nascidas e sepultadas na terra do meu quintal.

Na encosta traseira desse bairro

Habita toda a mata do Riboque !

2010-05-11

À VOLTA DE MIM E DO MUNDO !



MOIMENTA E A REPÚBLICA!

CELEBRAR O CENTENÁRIO – AFIRMAR O IDEÁRIO!

Apesar da crise, grave (mais uma!), que o nosso país atravessa, não há motivos para desesperar dos ideiais republicanos, para descrer da democracia, para condenar a liberdade!

É preciso moralizar a vida pública, sem dúvida, mas sem demagogia, sem falsos moralismos.

Sete séculos de monarquia conduziram a resultados bem piores!

Determinação, persitência, capacidade, eficácia, eficiência, honestidade, cultura, – excelentes condimentos para fortalecer os objectivos e a acção. Partindo sempre do princípio de que “uns” não são os donos da certeza e da verdade e os “outros” os suspeitos habituais.

Tudo isto vale para a vida pública nacional, como para a realidade de uma qualquer comunidade do país – independentemente do rótulo ou do grau de importância que habitualmente se lhes procura atribuir.

A mim, apraz-me registar que Moimenta esteja no “mapa” das comemorações do centenário da República! Não por “decreto” – sobretudo pela iniciativa do que pode designar-se por “bases”, pelas próprias populações que decidem não esperar pela junta de freguesia, pelo executivo camarário ou pelas muitas direcções-gerais dos muitos ministérios que alimentamos.

Foi o caso de Leomil, da sua Casa do Povo.

Apesar dos lamentos (deslocados) emitidos pelo Presidente da Junta, publica e oficialmente durante os dicursos institucionais, foi uma sessão rica e enriquecedora para quem a presenciou.

Não estivéssemos na primeira década do século XXI e poderia até dizer que assistimos a uma das célebres Conferências do Casino” – felizmente agora sem o risco de sermos travados por um edital régio a proibir a iniciativa.

Pretendendo não ser maçador no relato do que ouvi, vou tentar transmitir o máximo de informação possível – dividindo a leitura em duas partes. Nesta primeira, vou ocupar-me da metade mais institucional, mais oficial – mais do poder, em suma.

E sem demora recordando o episódio do Presidente da Junta de Freguesia de Leomil. Conhecidas que são as divergências entre ele e o Presidente da Casa do Povo (este – um autêntico veterano na corrida ao poder que ainda não logrou alcançar), parece ter sido despropositado o lamento pela ausência da Junta na organização do evento. Admitindo que a direcção da Casa do Povo talvez devesse ter envolvido a Junta – o facto é que, na minha perspectiva, as ideias e os projectos não devem ser necessariamente “oficiais”. O que não invalida o diálogo.

A Casa do Povo antecipou-se?... ou a Junta de Freguesia atrasou-se?

Sem cuidar de saber quem fez o quê em primeiro lugar, foi interessante verificar a humildade com que o Presidente do Executivo Camarário lembrou ter aproveitado a “boleia” dos promotores da iniciativa. E decidiu que a Câmara não só se devia associar como, sobretudo, nela participar. E fazer daquela sessão a primeira iniciativa das comemorações do centenário da República no concelho.

E José Eduardo Ferreira, com esta intervenção, acabou por abrir as portas ao seu entendimento da função cultural. Do Executivo ou de qualquer outra instituição. A aposta na Cultura deve ser bem compreendida e apoiada. E nos próximos anos – disse – há-de ser uma “Bandeira” do Município! Associar a cultura à economia, como por exemplo aproveitar o símbolo e o significado da figura e obra de Aquilino Ribeiro.

O Mestre (as suas ideias – a sua prática) foi, de resto, figura central da sessão em Leomil. Ao seu exemplo de republicano se referiu Alcides Sarmento, Presidente da Assembleia Municipal, e o Governador Civil de Viseu. Miguel Ginestal lembrou Aquilino – republicano mesmo antes da implantação da República – e mostrou entusiasmo pelo que chamou de afirmação das Terras do Demo, baseado nas promessas de entendimento entre os concelhos de Moimenta, Sernancelhe e Vila Nova de Paiva para a dinamização da Fundação Aquilino Ribeiro. Melhor – afirmou – para a sua “refundação”! Não só preservar, mas PROMOVER o legado.

Não perder a memória, preservar a identidade – lembrou D. António José Rafael, Moimentense e Bispo Emérito de Bragança a residir agora em Lamego. Sem identidade, qual o sentido da vida? – interrogou D.Rafael, a quem a História sempre impressionou. Por isso, disse em atitude pedagógica, um sacerdote deve estudar e conhecer a sua paróquia. Cada uma tem a sua identidade própria.

É desse conjunto de “identidades” que se forma a identidade nacional – esse conceito tão complexo quão difícil de definir. Mas que o Professor Adriano Moreira tentou enquadrar neste momento Europeu, independentemente de saber se foi a Nação que deu origem ao Estado ou se o inverso. Entendendo que em Portugal a regra foi o Estado a preceder a Nação, Adriano Moreira afirma, “No panorama europeu do terceiro milénio, este modelo de Estado-Nação, que também emigrou para os territórios colonizados como ideologia, tem desafios vários: por exemplo, está concretizado em Portugal, está ainda frágil em Espanha, não se tornou efectivo no Reino Unido ou na Bélgica, e tem agora as lembradas condicionantes do multiculturalismo crescente, da crise das soberanias, da formação dos grandes espaços políticos como a União Europeia, tudo a multiplicar os desafios identitários e a tornar complexo o tecido das suas relações internas, articulado com o globalismo abrangente”.

São estes desafios do nosso Estado-Nação igualmente desafios da III República.

2010-05-01

À VOLTA DA IMBECILIDADE !



Sempre disse que o estado puro de estupidez natural permite proferir imbecilidades ao gosto de cada um.

Exemplos não faltam diariamente, quer tenha sido a propósito do 25 de Abril, quer seja a propósito da Crise mundial que nos afecta e com a qual vivemos temerosos, angustiados e acabrunhados.

E depois, o futebol serve para tudo !

Começou pelas arbitragens; tem corrido ao sabor da Liga do sr Costa jurista ( mesmo depois do Porto e de Pinto da Costa terem vencido na Justiça ... ainda não foram repostos os pontos desviados na classificação da época passada ) - desrespeitando as decisões dos Tribunais num Estado de Direito e actuando monstruosamente nos castigos a jogadores portistas... o último dos quais é o caso de Falcao. A culpa não foi de Pedro Henriques, que não poderia estar a imaginar que a ocasião iria ser aquela ! Não quero imaginar isso. Está em causa a frieza do 4º árbitro - esse sim - com tempo suficiente para actuar no momento exacto.

E depois, a mesma CD do sr Costa jurista, habilidosamente, com esperteza saloia, tentou branquear o castigo injusto de Falcao, não castigando Jesualdo.

E agora... o autocarro do Benfica apedrejado.

Já se esqueceram da vergonha que foi a ida do Porto a Lisboa para o Benfica-Porto de má memória ?! Autocarro apedrejado... Pinto da Costa a ser agredido... autocarros dos adeptos a serem apedrejados...
Já se esqueceram da vergonhosa actuação da GNR e de outras forças policiais no Algarve ?
Preferem dar utilidade a um Estádio falido, do que preservar a dignidade dos adeptos que foram obrigados a viajar 1200 kilómetros de autocarro ?

Podem branquear tudo. Mas não façam dos adeptos portistas uma total carneirada de imbecis.

Há já muito tempo que tinha chamado aqui a atenção para o que eventualmente se venha a passar nesta ocasião do Porto-Benfica. Agradeçam sobretudo à Comunicação Social, que tem vindo a fazer o seu papel de incendiário. E aos dirigentes que não têm estatura nem estatuto para um futebol de alto nível.

Não tentem branquear esta época de vergonha ! Entreguem as Taças Todas à Liga e à FPF.

2010-04-25

OS SENTIDOS DO 25 DE ABRIL ! - 1.


A URGENTE INVERSÃO DE MARCHA !

Primeiro foi o sentido branco da Primavera, correspondente à pureza ingénua dos jovens capitães, desejosos de terminar com uma guerra de guerrilha interminável.

Depois foi o sentido vermelho ideológico, de Leste carregado – o aproveitamento “enquadrado” das organizadas estruturas da Guerra-Fria.

Pelo meio um sentido amarelo de aviso Outonal para repor os ideais do sonho – dos sonhos!

Ainda um sentido verde de esperança, próprio do rasgo, da vontade, da atitude de quem começa um caminho novo.

Finalmente o sentido azul “obrigatório” da adesão à CEE – o único que “oferecia” sustentabilidade para um futuro democrático e em liberdade.

Mas, como em tudo na vida, também as regras de trânsito são violadas. Os limites de velocidade, os sentidos proibidos, os sinais de informação.

E, assim, somos hoje confrontados com um sentido obrigatório de contornar as inúmeras rotundas que se espalham pelo país. De tanto contornar andamos tontos, à espera que o trânsito fique completamente interrompido. Aí será o caos quase absoluto, e não sei se haverá sentidos que possam indicar a necessária inversão de marcha.

2010-04-19

O JOÃO...À DISTÂNCIA DE UM CLIC

Virtualmente falando – comum nos dias de hoje – tudo está (parece estar) à simples distância de um clic no portátil computador de cada um.

Já quase ninguém (naturalmente um exagero informático!) manifesta surpresa por uma longa ausência física: é pá, já não te vejo há tanto tempo!

Não tivéssemos nós “coração”... e também o passamento poderia ser assim encarado. Como no contexto de uma longa viagem pela galáxia. Temos sempre as fotos para recordar e matar as saudades.


Anos de 1950




2010

Entre estas duas imagens, vai muito mais de meio século. Uma em S.Tomé - outra em Moimenta da Beira. Pelo meio ficaram Angola, os estudos, a música, o trabalho, o casamento, e muitos outros sonhos daquela grande África.
Aqueles sonhos partiram há muito, outros tomaram o seu lugar. Novas iniciativas, novos filhos, os netos. Moimenta foi a escolhida. Não fugiu às raízes.
A vida continua. Na lembrança da Felisbela, da Cristina, do Hugo, da mãe e dos irmãos. Também na minha. Até sempre !

2010-03-27

A MACHADADA NA LIGA DE FUTEBOL !-4


ANDAMOS TODOS DISTRAÍDOS ?

Pelos vistos até eu ! Que, pelo impacto da notícia, não fiz as contas de imediato.

Afinal... o que veio trazer esta decisão do CJ da FPF ? Nada de novo. O CJ da FPF não fez qualquer favor ao Hulk ou ao FC do Porto. Repôs, e bem, a Justiça. Fazer dos Stewards agentes desportivos é como transformar abóboras em jogadores de futebol !

MAS NÃO DEVEMOS ESQUECER QUE O HULK CUMPRIU 3 MESES DA PENA IMPOSTA PELO CD da Liga do sr Costa jurista. QUASE A TOTALIDADE !

Por isso, esse "organismo" não vai recorrer ! E por muito que ele se venha queixar na próxima entrevista na SIC ( o OCS "oficioso" do Benfica )... já não adianta chorar ! Vai armar-se em vítima de um sistema que ele próprio alimentou desde o início. Ele cumpriu exemplarmente a função para que foi designado... Fazer renascer os encarnados fora das 4 linhas.

O resto veio por acréscimo. Vitor Pereira e as nomeações... Proenças, Gomes , Ferreiras e o tal que vai ao Mundial ! Estava tudo previsto. Sem contar, naturalmente, com o endividamento do clube de LFV ... Para os encarnados da Luz, neste momento, importa mais um título do que todo o passivo.