2014-08-17

FALECEU PIRES VELOSO, A QUEM CHAMARAM VICE-REI DO NORTE. 



PIRES VELOSO
Faleceu aos 88 anos de idade.
A verdade é que não sei quantificar o que o país lhe terá ficado a dever, depois da sua intervenção em Abril de 1974 e em Novembro de 1975 [independentemente das posições tomadas e das circunstâncias em que o foram e dos “rótulos” com que o distinguiram] – tendo pelo meio uma missão tão decisiva quanto polémica na descolonização de S. Tomé e Príncipe.
Eu, para além da amizade, fiquei a dever-lhe uma participação decisiva na elaboração do meu livro ESCRAVOS DO PARAÍSO- Vivências de S. Tomé e Príncipe (2005, MinervaCoimbra. Pgs 35 a 70) – uma conversa a meias com a [também já falecida] sua mulher D. Maria Cândida. Ficou, assim, registada uma parte da história do país, particularmente da descolonização das Ilhas do Meio do Mundo de que ele aprendeu a gostar – apesar das reservas com que encarou inicialmente a missão para ser o último Governador da ex-colónia e, por fim, desempenhar o cargo de Alto Comissário até à independência em 12 de Julho de 1975.
Uma das “batalhas” que Pires Veloso teve que travar em STP foi com a “Associação Cívica Pró MLSTP”, vulgarmente conhecida por “Cívica”. E independentemente dos “campos opostos” – é quase unânime a defesa do papel de Pires Veloso em todo o processo de transição. De Filinto da Costa Alegre a Alda do Espírito Santo, de Carlos Tiny a Leonel D’Alva, todos salientam as posições de bom senso e de diálogo construtivo, para além da firmeza.
Ficará sempre uma abraço grato pela Amizade com que me distinguiu, apesar de nem sempre estarmos de acordo!
António Bondoso
17 de Agosto de 2014. 



António Bondoso
17 de Agosto de 2014. 

2014-08-09


A CRIATIVIDADE SEM MEDOS................................


"Onde é que eles se meteram? O chefe da PSP encontrava-se no Rossio. Acabado de chegar, descobriu que  Catherine Blue e Oliver Huberman estavam desaparecidos, assim como Greg Osment, o chefe de Cate. (...) Qualquer que seja o local para onde se dirige aquele helicóptero, não é em Lisboa, nem perto. 
- Senhor, encontrámo-los! "
ANA ALEXANDRE. "Códigos e Sinais" - Edições 100 Título (Edições Esgotadas).

A força de uma criatividade sem medos, a força de uma imaginação sem limites, numa jovem que apenas diz - quando autografa - "Obrigado por lerem". E podem crer que é preciso ler muito para chegar a um estádio de escrita sem reservas, capaz de "desenhar" uma história e assumi-la com maestria, mesmo que as palavras ainda não tenham maturação de "mestre". Apesar de tudo isso...retenham a "força" dos diálogos, como se a "estória" não se passasse no teatro da II Grande Guerra, com Lisboa no centro da espionagem mundial e à procura de uma carta de Salazar para Hitler. 
FICO À ESPERA DO PRÓXIMO, Ana. 
António Bondoso
Agosto de 2014. 

2014-08-05

NO TEMPO DE HITLER...


ISTO SOUBE-SE AGORA...

Hitler tinha um plano para 

sequestrar o Papa Pio XII

Publicado às 10.27


O jornalista Mario del Ballo afirma que Adolfo Hitler,
no verão de 1942, em plena II Guerra Mundial, 
projetou "raptar" o Papa Pio XII.
"Adolfo Hitler tinha projetado invadir o 
pequeno Estado (do Vaticano) e até 
prender e deportar o pontífice",
afirma Ballo numa obra agora publicada.
Em "Quando Hitler quis raptar o papa.
Os segredos revelados do Arquivo Secreto do 
Vaticano", Ballo afirma que o projeto foi suspenso
"quando já faltava muito pouco para o executar".

CONTUDO...

A minha prima Ana Alexandre, de Viseu,
já tinha "descoberto" outros "segredos" 
que envolviam Salazar e Hitler. 






Códigos e Sinais
Qual o preço a pagar por um segredo de guerra?
"A parte mais importante da história da Alemanha 
nazi tinha acontecido ali. Por alguma razão,
 a última carta nunca chegara ao seu destino.
 E é exatamente por isso que ele tinha de as destruir. 
O que é secreto devia continuar secreto". 
Um projeto de investigação põe em causa 
perigosos segredos escondidos da História. 
Segredos de família e de Estado que não 
se querem divulgados. Um rapaz perdido 
no tempo é o escolhido para cumprir uma
 perigosa missão. Uma história que viaja
 entre o período dramático da 2.ª guerra
 mundial e o tempo presente, com epílogo
 na cidade de Viseu. Uma história que cruza
 os géneros histórico e policial, através
 de uma narrativa empolgante, enérgica 
e encorajante, o primeiro trabalho 
de envergadura da jovem Ana Alexandre, 
aluna do Ensino Básico, uma grande promessa 
do nosso panorama literário. "É interessante
 aquilo que pensamos quando estamos a morrer".

Aproveite a "boleia" do jornalista italiano...para tentar
saber um pouco mais.
CÓDIGOS E SINAIS...tem a chancela de
 Edições Esgotadas. 



António Bondoso


Agosto de 2014. 

2014-08-03

GRATO POR 40 ANOS DE CARINHO E  DE AMOR...JUNTOS!



AGOSTO (A Publicar)

Penso sempre em agosto
Quando me vens à ideia.

O teu rosto
Claro
E o teu perfil adelgaçado.

E quanto eu tenho gostado
Que chegue de pronto agosto…
Que é o teu mês
O nosso sinal de vida
Um tempo de sonhos lindos
Encaminhados
Abraçados em sol-posto
Curtidos já em muita luz
Para além do império de sentidos.

E quando me vens à ideia
Penso sempre que é agosto.
==== A. Bondoso (A Publicar). 
A.Bondoso
Agosto de 2014.

aproveite e veja esta entrevista: 

http://www.livroseleituras.com/web/index.php?option=com_content&view=article&id=1765%3Aantonio-bondoso&catid=102%3Aultimas-propostas&Itemid=165

2014-07-26

ESCREVER...NÃO É TAREFA FÁCIL. SOBRETUDO QUANDO SE TRATA DE POESIA!



UMA ENTREVISTA DE 2013. 



http://www.livroseleituras.com/web/index.php?option=com_content&view=article&id=1765%3Aantonio-bondoso&catid=102%3Aultimas-propostas&Itemid=165


http://www.livroseleituras.com/web/index.php?option=com_content&view=article&id=1765%3Aantonio-bondoso&catid=102%3Aultimas-propostas&Itemid=165

2014-07-23

PARABÉNS À DIFERENÇA!



Tendo presente que é fundamental interiorizarmos este pensamento, escrevo-te neste dia tão especial e recordo: -
"Se não entendermos e assumirmos que foi a diferença
Que fez de nós um grande povo,
Então...não aceitaremos  jamais o que é diferente!"
A.Bondoso

Por isso, vive e viaja pelo mundo... como se a vida fosse

UM FAROL!
Foste desejado e idealizado,
Foste sonhado…
Mas és diferente!
Ainda bem que és
Diferente!
E que marcas essa diferença
Mesmo quando estás de acordo.
Prolongas
Mas não copias
Sentimentos e vontades.
Os teus caminhos
Serão sempre os nossos
Apesar da tua opção.
Enquanto o mundo der voltas
E até à volta maior,
Haverá sempre uma luz
Seja da lua ou do sol
Ligada a tudo o que sentes
Como se fora…
Um farol!
==========================



António Bondoso
Julho de 2014

2014-07-18


Neste dia de Mandela, em 2014, insisto no meu "pequeno tributo" de Dezembro de 2013.

Foto de A. Bondoso
PEQUENO TRIBUTO…
(“A bondade do homem pode ser escondida, mas nunca extinta” – Nelson Mandela).

Confessas?
*Justiça!
Negas?
*Justiça!
Que pretendes?
*Justiça e Liberdade!
A prisão há de vergar-te.
*Nunca! “Sou o dono do meu destino”.
Vais sofrer encarcerado
*Serei livre…sofrendo! “Sou o capitão da minha alma”.
Na ilha definharás
*O meu horizonte é o Povo.
Mas é um povo amordaçado, espezinhado, oprimido, subjugado…
*Levantar-se-á no martírio e beberá as lágrimas da Dignidade!

“Ergueu-se, derramou sangue e suor
Moveu montanhas solidárias
O mundo percebeu toda a urgência
E fez com que mudasse tal tragédia.


Então o Homem
“Tata” Madiba,
De punho erguido e coração radioso
Provou do Poder toda a justiça
Caminhou humilde em busca de um tempo novo
E mostrou ao país uma nação.
Depois…
“Khulu” Madiba,
Serenou com júbilo o seu espírito
Alimentou de alegria outros amores
Atingiu a dimensão da eternidade
No perdão.
Hamba kahle Madiba
Nkosi Sikelele iAfrica”.
======== António Bondoso (A Publicar)
Dezembro de 2013.
*** Com dois versos do poema INVICTUS, de William Ernest Henley(1875).
&&&&&&&&&&&&&&&&&&
*** Madiba = Nome do clã a que Mandela pertencia e derivado do nome de um chefe que governou a região do Transkei no séc. XVIII.
*** Tata = Pai (Língua Xhosa)
*** Khulu = Avô ( “    “ )
*** Hamba kahle = Adeus ( “  “ )
*** Nkosi Sikelele iAfrica = Senhor, abençoai a África ( “  “) 


Foto de A. Bondoso

António Bondoso
Julho de 2014. 





COMO PASSAR FÉRIAS…
…sem sair de casa!


         Não seja acionista do BES, nem se preocupe com isso. Alguém há de arranjar uma forma de resolver o problema da família Espírito Santo. Mesmo que seja só…de orelha! Cliente…só do Banco de Portugal.
Levante-se cedo e espreite o mar pela janela do quarto. Se o dia for de chuva…menos uma despesa. Se estiver sol…ponha-se nu à varanda e debaixo do guarda-chuva. Não se esqueça do boné de pala. Sempre ajuda a proteger as sobrancelhas. E o borrifador, claro, para ir humedecendo a pele.
 À hora do almoço…não falhe. Uma salada de alface e de tomate para acompanhar uma mini (Super Bock) e uns amendoins torrados. Uma ameixa ou uma cereja cai sempre bem à sobremesa.
Depois…faça uma breve “sesta” de meia hora.
Durante a tarde leia. Leia muito. Livros, revistas, jornais…e não se esqueça das palavras cruzadas.
Um banho retemperador antes do jantar evita o cansaço, sobretudo da coluna. Mas com água fria/natural…pois a eletricidade ou o gás estão pelas horas da morte.
Ao jantar…uma sopa fria. E água depois do café.
Entretanto, telefone aos amigos, diga que foi às Canárias e publique uma foto no facebook, a condizer. Saia de mansinho, à francesa, e volte para a leitura.
E pense na sorte que tem em estar vivo, graças aos governantes que lhe proporcionam tudo isso. Escreva-lhes uma carta a manifestar a sua satisfação. E sonhe…esperando que o dia seguinte não seja pior.
E...sobretudo - não tenha sequer a veleidade de pensar em 

viajar na Malaysia Air Lines. Nem este ano, mesmo que lhe 

saia o euromilhões.

António Bondoso
Julho de 2014.


2014-07-14

LUSOFONIA…
(Uma dimensão outra das línguas)

Foto de A.Bondoso

Quando a língua é tanto como a Amizade
Quando a língua é tanto como os Afetos
Quando a língua é tanto como o Amor
Quando a língua é tanto como a Arte
Quando a língua não é Abandono,
Tudo pode ser para Além de…
Como Ágape.
==== António Bondoso

Foto de Carlos M. Sereno


António Bondoso
Julho de 2014

2014-07-11


UM ABRAÇO A TODA A POPULAÇÃO DE S. TOMÉ E DO PRÍNCIPE. 

 Foto/composição gráfica de Miguel Bondoso

Este é um texto/entrevista (via e-mail) que, há dois anos, o meu amigo e camarada Frederico Gustavo dos Anjos resolveu atenciosamente proporcionar-me. Fiquei e continuo grato pela disponibilidade. Tendo a percepção - mesmo que errada e a dois anos de distância - de que nem tudo terá "mexido" muito, arrisco colocar aqui de novo o texto que resultou dessa "conversa". Perdoar-me-ão se tudo estiver ultrapassado. 
Obrigado. 

Para assinalar e saudar esta efeméride do 39º aniversário da Independência de STP. 

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INDEPENDÊNCIAS EM ÁFRICA...  
O caso particular de S.Tomé e Príncipe – o país mais pequeno do continente mas que pode ser visto como um dos últimos paraísos do Planeta. Mas nem tudo são “ROSAS DE PORCELANA” – uma flor tropical que é vista como um verdadeiro ex-líbris do país.
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35 anos é um marco aceitável  para perspectivar  os caminhos traçados e percorridos pelos novos países africanos (neste caso de língua portuguesa).
Frederico Gustavo dos Anjos é um Amigo, antes de o rotular como Poeta ou homem de e da Cultura. Que também passou pela política e dela bebeu ensinamentos – rejeitando os males próprios da função. Depois, um certo distanciamento permitiu-lhe um olhar mais “independente” e/ou “objectivo”. Por todos estes motivos entendi propor-lhe responder a algumas questões. Poucas mas as essenciais para tentar perceber a realidade de STP. Não há perguntas polémicas ou difíceis...as respostas é que o poderão ser. Mas o objectivo desta “conversa” (via e-mail) passa apenas pela intenção de celebrar os 37 anos (Agora já 39) da independência do país.

*** 37 já passados (Agora já 39), (21 dos quais numa fase de multipartidarismo e de aprendizagem democrática), como é que se pode descrever a situação em S.Tomé e Príncipe?
…passo a passo a democracia vai-se consolidando. A sua implantação gerou, é certo, muita espectativa. A insatisfação, o descontentamento crescente da última fase dos primeiros quinze anos da nossa independência permitiram o reconhecimento da necessidade de mudança. E mudança foi feita para grande alegria da esmagadora maioria da nossa população. Os espíritos contrafeitos renderam-se depois à evidência dos acontecimentos ao ponto de, em discursos, se disputarem o mérito da iniciativa da mudança.
Entrou-se numa nova fase do período pós-independência. Acho é que não se soube capitalizar o entusiasmo, a energia brotadas desse processo em projectos de visibilidade com impacto nas condições de vida das pessoas. Cedo surgiu o desencantamento. Transportaram-se as frustrações e ambições pessoais, presumpções de superioridade conferidas por experiências políticas anteriores, megalomanias camufladas para o interior das instituições e escudando-se em leituras (mal) feitas e interpretações aleatórias das relações institucionais originaram conflitos e crises, com desmantelamento das instituições, encenações de golpe de estado que só contribuíram para causar ou reproduzir prejuízos ao processo de recuperação económica do país.
Agora fala-se é da garantia de estabilidade. Virou tema de todas as intervenções. Sem dúvida que após as danças de instabilidade sobre instabilidade tem de se reconhecer que o país precisa de paz (aqui nunca houve guerra!) e de estabilidade política para que governos possam de facto prosseguir com a acção governativa. Mas o receio paradoxo reside no facto de se instalar uma espécie de clima de intimidação que faz com que ninguém queira carregar o ónus de responsabilidade de provocação de novas crises. Por conseguinte, essa situação gera impasses que podem retardar ou inviabilizar a expressão de críticas ou denúncias de actos que exigem responsabilização. No fundo é como se tudo estivesse bem.
A democracia trouxe consigo as eleições (livre e justas, como se o poder do banho pudesse ser menosprezado em contextos de desemprego e pobreza, e toda as relações de subserviência que os acompanham), a liberdade de informação e de expressão, mas arrastou também consigo a desordem, a indisciplina, a violência doméstica.
 A justiça, parte integrante de todo esse processo, continua uma pedra no sapato dos sucessivos governos (e houve muitos, vários).
Enfim, consola pensar, como se dizia em 90, “quinze ano já chegou!...” E se alguma coisa aprendemos do passado, resta é trabalhar no sentido de se prosseguir com a consolidação da democracia, que na minha perspectiva deve ter como fundamento melhor (re)distribuição de recursos (acesso à informação, aos serviços sociais de base, às oportunidades de formação, de emprego, de rendimento,…).
***  Um exemplo gerador de conflitos tem sido a aplicação prática da actual Constituição do país...
O problema deve estar na interpretação que uns e outros fazem sempre em função dos seus interesses. A questão já se levantou há muito e foi como consequência do debate inacabado que uma revisão pontual serviu para reduzir os poderes do presidente…
*** Vale a pena insistir no modelo... ou será conveniente enveredar pelo tradicional modelo Presidencialista ?
A pergunta deve ser: Que Constituição para S. Tomé e Príncipe? E outras questões se devem colocar, como a da divisão político-administrativa, por exemplo. O fundamental é que não haja revisão ou revisões em função de interesses pessoais ou de grupos. Já ouvimos, presidencialismo sim, mas com este não. Aquele vai se tornar ditador. O outro vai gerir o país como a sua roça…
Penso é que, se nos ativermos no fundamental, qualquer revisão deve ir no sentido de adequação das instituições à realidade do país, que, ainda que venha a poder contar com recursos adicionais, deve evitar a proliferação de instituições, a criação de figuras de ostentação e esbanjamento de recursos.
***  O “regresso” de Pinto da Costa.
        Se percebi a questão: Não houve “regresso”. Pinto da Costa candidatou-se mais uma vez convencido de que pode dar alguma contribuição nesse processo de consolidação da democracia. De acordo com os resultados das eleições presidenciais ganhou e é o actual presidente. Só nos resta esperar que as suas prestações como presidente não venham a defraudar as expectativas dos cidadãos.
*** Um sinal de necessidade de recorrer à credibilidade e experiência... ou falta de soluções e de empenho político das novas gerações ?
É verdade que a sua vitória possa ser susceptível de leituras. As perturbações do período pós-mudança deixaram muito ténues as recordações e as feridas do passado dos quinze anos, por um lado. Por outro lado, uma franja considerável dos eleitores é constituída por gente jovem que não viveu os “quinze anos” e os sentimentos nefastos daquele período neles não foram incutidos. Ficou para a história!
E como também não surgiram candidatos de consenso, pode ser que a estratégia de candidatura de Pinto da Costa tenha beneficiado dessa evolução. Portanto, não houve “regresso”. Falemos antes de uma nova oportunidade de participação que, esperemos, ele saiba aproveitar em benefício dos seus concidadãos?!
***  Há sinais evidentes de recuperação económica ?
A situação de pobreza é incontestável, mesmo que paralelamente se encontrem manifestações de ostentação de riqueza de origem desconhecida ou duvidosa. Constata-se carências, observa-se insuficiências. A forte dependência do exterior é expressão desse quadro interno.
Apesar dos esforços de aumento da produção e de diversificação da economia, os resultados continuam modestos. Os níveis de produtividade e de produção estão longe de poder corresponder às necessidades.
O processo de privatização e distribuição de terras não deu lugar a uma agricultura mais dinâmica. A pesca continua essencialmente artesanal. O turismo como aposta tem dado o seu contributo, mas ressente-se da insuficiência de condições para o seu desenvolvimento. Grassa o pequeno comércio e negócios informais que francamente reproduzem o ciclo de circulação de capital, mas não dão lugar à acumulação.
O paludismo anda num vai e vem que embaraça o quadro do seu combate, para além dos esforços financeiros que exige.

Mas há pequenos agricultores bastante dinâmicos, a produção do cacau biológico está ganhando pé; tem havido uma actividade turística que promete se forem criadas melhores condições de atracção; as infra-estruturas de apoio à produção também têm sido alvo de atenção e um rol de promessas por concretizar no sentido de trazer investidores para o país, de transformar o país numa plataforma de prestação de serviços… tudo razões bastantes para que se mantenha a expectativa, já sem falar de oportunidades que uma possível exploração petrolífera irá determinar.




E deixo igualmente um "poema" de esperança que o Fred - para os amigos - teve a amabilidade de partilhar comigo. E que eu agora, partilho convosco. 


STP.FredAnjos2012.



 ...conto contigo
na minha oração
assim tem alívio
o meu coração.
Anda perdido
em busca de ti
de noite e de dia
és tu perdição.
Pudera que fosse
outra a canção
que canta o destino
na nossa junção.
Mas esta é a ideia
da vã teimosia
que põe distante
o canto gritante
do horizonte vibrante
de sonhos desfeitos.
Mas vale a pena
este eterno sonhar
por ti paixão de tanta ilusão
andando perdido na confusão
mas por ti ilusão de tanta paixão
cresce inda assim o canto
das ilhas do meu coração
que o tempo com o tempo
vamos mudar
plantando e semeando
esta nossa outra oração.

Em 7 de Julho de 2012

Frederico Gustavo dos Anjos


================== sobre o 12 de Julho.

Viva S.Tomé cu Plínxipe..................... 

====António Bondoso
Julho de 2014. 

2014-07-05

HÁ TARDES QUE VALEM OURO
(Com fotos de A.Bondoso)


NÃO É QUE O PASSADO VALHA APENAS PELA HISTÓRIA…MAS É MUITAS VEZES A ELE QUE RECORREMOS PARA GANHAR NOVAS FORÇAS PARA ENFRENTAS AS DIFICULDADES DO PRESENTE.
…ou de como a simplicidade e a qualidade de uma “Tertúlia Poética” à volta de Inês de Castro, fazem a grandeza de um espetáculo! E renovam a alma dos mortais. 
Organizada e dinamizada por Margarida Santos, poeta e artista plástica de Vila Nova de Gaia, a sessão iniciou-se com a suavidade da flauta e do oboé das irmãs Maria e Matilde Reis e com os acordes da guitarra clássica de Mário Ferreira.

David Cardoso interpretou um excerto adaptado do Auto da Visitação, de Gil Vicente e depois Margarida Santos centrou a sessão na leitura do excerto “Pedro Justiceiro e Cru de Inês de Castro/A Paixão fatal d’Elrei D. Pedro, de Fernando Correia da Silva.
A narrativa foi sendo suavizada por brilhantes momentos musicais e interpretações poéticas de Mário Ferreira e Maria Reis, destacando-se ainda o excerto – dito e cantado por Aurora Gaia – da Cantata à Morte de Inês de Castro, de Bocage.
O soneto de Inês, de Ary dos Santos, foi dito por Carlos Jorge Silva, que depois disse também A Linda Inês, de Fiama P. Brandão; Maria Helena Peixoto disse Pedro e Inês, de Ruy Belo e ainda Inês de Castro, de Miguel Torga; Aurora Gaia disse o seu A Castro; A Ferida Inesgotável foi interpretada por Cristina Martins; David Cardoso disse Chove, de José Gomes Ferreira; Cristina Martins e Clara Oliveira deram vida ao Tributo a Inês de Castro-Sou Bastarda, da autoria de Margarida Santos, tendo Clara Oliveira acompanhado igualmente David Cardoso na interpretação de Inês e Pedro 40 anos depois, de Ana Luísa Amaral. 

Antes do Convívio Medieval com fogaças e Porto tónico…a festa teve um final musical com Mário Ferreira a cantar, de Haendel, Ombra Mai Fu.
Tudo isto se passou, antes que me esqueça, no recuperado Convento Corpus Christi, em frente ao Cais de Gaia.

Fica igualmente um pequeno poema escrito hoje, antes da sessão: 

E O AMOR AINDA VIVE!

Inês !
Pedro …

Quiseram apagar o Amor
Da nossa Luz.

Mas a Luz…brilha
Suspirando
E o Amor…ainda respira!
=== A. Bondoso(inédito).
António Bondoso
Julho de 2014.