2014-11-03

PORQUE REJEITO A HIPOCRISIA E A BAJULAÇÃO…



PORQUE REJEITO A HIPOCRISIA E A BAJULAÇÃO…
Emprestando sentido prático à parábola do deve e haver entre pais e filhos, quero dizer que devo muito a S. Tomé – S. Tomé e Príncipe não me deve nada. E com a publicação deste meu mais recente livro EM AGOSTO…A LUZ DO TEU ROSTO, dou como adquirida a minha rejeição de qualquer ligação oficiosa ou institucionalizada.
Guardarei, claro, a relação afetiva com o país e com os são-tomenses que fazem o favor de ser – de facto – meus amigos. Muitos deles, felizmente, amigos de infância e de um crescimento adolescente em liberdade. Tive a sorte de a «minha geração a preto e branco ter crescido junta, sabendo dar e receber».
         Rejeito a hipocrisia, a bajulação, a pretensa capacidade de ser historiador e não me revejo em interpretações de suposições. E como é triste verificar um certo tipo de aceitação de ideias baseadas no oportunismo conjuntural e bacoco. Recuso-me a engrossar o número desses “manipuladores do tempo” pois tenho como certo que a “verdade é relativa”, ninguém é dono dela e a seriedade intelectual não permite “devaneios”.
         E não durmo sobre o passado. Repouso nele para daí retirar conclusões que possam facilitar a relação das pessoas, hoje e no futuro, numa base de igualdade e de reciprocidade sem traumas. Nesta reflexão não cabem tabus, pois deles não fiz vida e deles não me alimentei.
Desde que me conheço sempre me entreguei a causas, e STP foi uma delas. Ainda nos tempos da chamada “impossibilidade histórica” e para além de mim, não me recordo de muitos jornalistas profissionais portugueses [contam-se pelos dedos de uma mão] que escrevessem e falassem sobre o país. Nesse período, recordo-me de ter transmitido a Pires Veloso, no Porto, a minha [e também do meu sogro] preocupação e apelo para interceder junto das autoridades de STP no sentido de minorar o sofrimento de alguns amigos presos. Nem todos foram atendidos.
E mais tarde, já na era da “mudança”, foi a minha falta de sono e a minha preocupação com os amigos que me levou a liderar as primeiras informações sobre o golpe de 1995, vencendo a distância entre Macau, São Tomé e Portugal. E escrevi e publiquei livros onde coloquei meses e anos de trabalho [estudo e investigação] praticamente sem ajudas. Mas não me queixo. Fi-lo porque senti a importância de poder proporcionar aos mais novos visões diversas da História que, diga-se, não começou em 12 de Julho de 1975. Escravos do Paraíso, Seios Ilhéus, Tons Dispersos, foram alguns exemplos.
E continuei a escrever nunca esquecendo as Ilhas do Meio do Mundo, até vir a público este último EM AGOSTO…A LUZ DO TEU ROSTO, um triângulo de viagens entre Portugal, STP e Macau – como que uma incursão pelos meandros do antigo regime e pelo fim do Império. Assinalo, assim, os 40 anos da independência da terra que me viu crescer e em algumas páginas desenho uma sentida homenagem à Professora e Senhora D. Maria de Jesus, uma das vítimas dos trágicos acontecimentos de 1953.
Não preciso de mediatismo balofo – nunca o solicitei – para expressar as minhas ideias. Continuo transparente e intelectualmente sério nesse combate das palavras e das ideias. Rejeito hipocrisia, bajulação e – sobretudo – recuso participar em atitudes de sabujice. Deixo essa “missão” para alguns que aparecem agora na “pantalha” ou nas capas de alguns jornais.


António Bondoso
Jornalista- CP 359.

2014-11-01

É A VIDA E É A MORTE...SEM PONTO FINAL

Foto de A. Bondoso

É a vida e é a morte – essas coisinhas miúdas, o alfa e o ómega da nossa existência, a condição da passagem, essa mistura de sentimentos, de saudade, de memória, de uma lembrança a correr, de uma angústia permanente, de um tempo sem retorno, de um desfilar de perdidos e achados, de uma romaria às “últimas moradas” levando flores como símbolo de amor e de amizade, assim como que um abraço prolongado no tempo que ainda nos resta, é a vida e é a morte – um tempo outro de saber como somos e o que somos e de onde vimos, pois sem memória não há história, os dias são assim e com eles devemos viver e aprender como se o hoje estivesse desligado do amanhã mas não do ontem, um tempo difícil, perturbador, inquieto, horas de sacrifícios infinitos em que ninguém faz greve à vida e ninguém faz greve à morte, são caminhos que se estreitam de tanto sofrer por nós, são estradas que alargam horizontes de tanta alegria por outros, é a vida e é a morte – um poema interminável, uma relação profunda de uma beleza sem par, um beijo quente apaixonado ou um coração despedaçado, um olhar doce e de meiguice talhado, o calor de uma palavra e a ternura de um toque, as mãos rudes do trabalho e da dignidade mantida, um ombro que ampara a honra na frescura da manhã, é a vida e é a morte nesta relação constante em que uma não se queixa e a outra deixa correr, violinos a tocar e um piano de cauda, melodia harmoniosa de um mundo sempre agitado, percebo mas não aceito tanta vileza a crescer, quem decide sem ter alma quem obedece sem lamento, homens sem porte mulheres sem aprumo, é a vida e é a morte – um vai e vem sem recurso, uma agenda sem os dias a contar coisa nenhuma, um marco de nenhures como sinal inventado, nunca a terra nunca o sol e nunca a lua souberam, é a vida e é a morte…

Foto de A. Bondoso
António Bondoso
Jornalista

2014-10-31

E SE O SOL FOSSE UMA BOLA DE FUTEBOL...

Foto de A. Bondoso
E SE O SOL FOSSE UMA BOLA DE FUTEBOL
(Proto poema) - A Publicar
Se o sol fosse uma bola de futebol
E pudesse ser chutada por humanos
Por certo a energia queimaria
Canalhas, cobradores e caceteiros
E outros seres que
Mesquinhos e marçanos
Acrescentam vileza aos embusteiros.
Se o sol fosse uma bola de futebol
O universo aqueceria corações
Dos mais empedernidos aldrabões!
==== A. Bondoso (A Publicar)
Foto de A. Bondoso
António Bondoso
Jornalista

2014-10-21

PORTUGAL, CHINA, LUSOFONIA E CPLP - UM ATRASO DE 20 ANOS.
A PROPÓSITO DA AICEP E DOS SEUS DIRIGENTES

(http://www.ionline.pt/artigos/dinheiro/aicep-quer-portugal-porta-ligacao-da-china-os-paises-da-cplp)

Neste livro que agora vem a público, conto uma história da qual deixo aqui um breve resumo.



“No plano das grandezas quantitativas, Macau é um pequeno ponto, uma pequena cidade oculta pela grandeza da China. No plano dos valores qualitativos, porém, Macau é exemplo de uma construção política sem precedentes e que corresponde à sua vocação histórica de ser um nó de ligação entre espaços entre gentes e entre culturas”.
                                                                                        Vasco Rocha Vieira, 1996[1]


         Premonição ou não…o facto é que o ex-Governador daquele território lutou pelo reconhecimento desse estatuto, chamando a atenção das autoridades portuguesas para os benefícios futuros de uma atempada “jogada” diplomática que permitisse a Portugal ter o apoio da China – numa parceria de aceitação comum – na definição de uma plataforma de interesses no âmbito da afirmação da CPLP e da Lusofonia.
         Sem resposta – um hábito dos governos em Portugal – Rocha Vieira procurou, apesar de tudo, abrir caminhos a futuros empreendedores e empreendimentos, lançando nomeadamente Moçambique, Cabo Verde e Brasil. (...)




[1] - Governador de Macau, em 25 de Novembro de 1996, por ocasião da apresentação das LAG/97 na Assembleia Legislativa. Apud Em Macau Por Acaso, 1999. Pg.37.

(...)Portanto, na chamada viragem do milénio, Portugal perdeu uma oportunidade de “vantagem” que, com a atual crise, mais agrava a já débil situação geopolítica, pese embora a sua pertença à União Europeia. O país não tem “estatuto” e tem visto enfraquecido o seu tradicional “peso diplomático”. Não apenas com a China – também com os Estados Unidos da América.  
Por isso é que merece a pena refletir bastante sobre um dos últimos textos de Miguel Monjardino no Expresso[1]. O título da crónica, por si só, não parece relevante [Xi Jinping Em Angra]…mas um terço da página a “6 colunas” revela que, de novo, Portugal reconhece a crescente importância de Pequim para o país e faz questão de enviar esse “recado” político a Washington, querendo dizer que a “relação com os EUA não pode depender só das Lajes”. Lisboa e Pequim pretendem apresentar “uma parceria estratégica global”, o que – apesar das diferenças dos dois países na cena internacional – significa que há [deve continuar a haver] uma estratégia que “serve os interesses dos dois países no mundo”.
E é exatamente neste ponto que deve ser apreciado o quadro da CPLP e da Lusofonia, tendo por fundo o Fórum de Macau. Portugal, melhorando e reforçando a sua relação com a China, pode “quantificar” e “qualificar” o seu peso no xadrez da CPLP.(...)




[1] - 2 de Agosto de 2014. Pg.30 do Primeiro Caderno. 

NOTA: = Aceitam-se encomendas do livro EM AGOSTO...ALUZ DO TEU ROSTO, diretamente para o autor através do e-mail antoniobondoso@gmail.com 
Preço de capa (€12,00) +portes. 

António Bondoso
Jornalista

LUSOFONIA - O DESAFIO MAIS ALICIANTE DO SÉC. XXI NO ÂMBITO DAS R.I. (PARTE II)

A LUSOFONIA SÓ FAZ SENTIDO…SE A SENTIRMOS [NÃO BASTA SITUÁ-LA] ACIMA DAS NACIONALIDADES.
SALIENTANDO O QUE DE BOM TEMOS EM COMUM…COMO AS DIÁSPORAS!



E.Lopes pensou e disse que “LUSOFONIA = É mais do que uma comunidade linguística e de afetos.” E pode ser uma grande rede de interesses e de projetos das diásporas lusófonas... (UNIVERSALIDADE DAS DIÁSPORAS)!

}   Para JORGE BRAGA DE MACEDO: -Lusofonia é =  “os oito países [AGORA SÃO NOVE] tentarem encontrar posições comuns sobre problemas internacionais, particularmente os objetivos de desenvolvimento do milénio”. – Nomeadamente o combate à pobreza e, acrescento eu, a epidemias como a SIDA e o ÉBOLA.
}  E entende que o conhecimento mútuo - deve ser “não apenas uns dos outros, mas uns dos outros para chegar a posições comuns”. O que deve ser o “Espírito da CPLP”.
EMBORA NÃO SE DEVAM CONFUNDIR…
…O CONCEITO DE “LUSOFONIA” E A REALIDADE POLÍTICA “CPLP”…NÃO PODEM SER DISSOCIADOS.
        A LUSOFONIA FOI CRESCENDO AO LONGO DE SÉCULOS………
        …A CPLP TEM APENAS 18 ANOS DE VIDA!
        E – SERÁ BOM FRISAR - …
        …DEPOIS DE UMA
HERANÇA COLONIAL TRAUMÁTICA.
===========   MAS...FELIZMENTE
HOUVE= O ESPÍRITO DE BISSAU (R. Eanes/Ag.Neto,1978) nos tempos da chamada “IMPOSSIBILIDADE HISTÓRICA.
=== E MAIS TARDE………
}  O Cenário favorável do pós Guerra Fria (1989 e 1991) = Mudanças/Abertura democrática nos novos países (EXCEÇÃO DE TIMOR).
}  O papel de TANCREDO NEVES/JOSÉ SARNEY .
}  O papel de JOSÉ APARECIDO DE OLIVEIRA/ITAMAR FRANCO.
}  O Papel decisivo de José Aparecido de Oliveira.
MAS tudo isso NUM CENÁRIO DE MUITOS ATRITOS:
}  Equívocos, tendências e “medos” (neocolonialismo e nostalgia do império). Sensibilidades Africanas – GRUPO DOS CINCO.
}  Reservas de Fernando Henrique Cardoso e mau ambiente no Itamarati contra J.A.O.
}  Política Externa do Brasil hesitante s/Timor-Leste (ocupado pela Indonésia).
}  Guerra Civil em Angola. UNITA = “areia na engrenagem” das relações com Portugal.
}  1º Secretário Executivo (angolano Marcolino Moco) e “A construção ameaçada” (***) de Itamar Franco.
}   
========CONTUDO… CABO VERDE!
}  Cabo Verde = atitude positiva e de consolidação  do projeto desde os primeiros anos da CPLP. Ideia do cidadão lusófono.

TEM SIDO, ASSIM, UM PROCESSO
}  Complexo,
}  confuso e
}  conflituoso
                               MAS… ALICIANTE!

 E TEM DESPERTADO INTERESSE:



==== DESTAQUES:
***A VERMELHO…OS 9 MEMBROS ATUAIS.
***A LILÁS :--- O JAPÃO (porque fomos os primeiros estrangeiros a chegar…e há as diásporas de Japoneses no Brasil…e de Brasileiros no Japão); os laços com o SENEGAL datam das descobertas; A NAMÍBIA e, curiosamente, a TURQUIA – que hoje vive um período de grave hesitação e ambiguidade entre o ESTADO ISLÂMICO e o ostracismo do OCIDENTE;  
***A AMARELO:- As Razões Históricas de MALACA; Igualmente da INDONÉSIA (por via de Timor e Flores); Também das FILIPINAS (com a presença do mítico Fernão de Magalhães, que morreu em CEBU ); a AUSTRÁLIA – que eventualmente não quer perder terreno para a Indonésia; o LUXEMBURGO – certamente pela presença da Comunidade Portuguesa; ANDORRA – idem aspas; MARROCOS – também pela História;  a ROMÉNIA – pela circunstância da Latinidade; a UCRÂNIA, a CROÁCIA, a GEÓRGIA  e a ALBÂNIA – talvez pela orfandade que vêm sentindo depois da implosão da Urss e da Jugoslávia; ainda o PERÚ e a VENEZUELA – fronteira com o Brasil e a presença da diáspora portuguesa; e finalmente a ÍNDIA – não só mas também pela história de Goa, Damão e Diu…e certamente para encurtar o avanço da CHINA.
==== Daí… a recente aproximação ao Brasil e também a realização recente dos JOGOS DA LUSOFONIA EM GOA.
Foi lá que esteve nessa ocasião o nosso amigo, confrade da AICEM e ilustre Professor Universitário JORGE BENTO, que  assinalou a sua vivência do momento histórico com algumas intervenções nas redes sociais.
=====E aí fui beber este texto que fala do
 LEGADO DOS JOGOS DA LUSOFONIA

Primeiro: havia políticos radicais em Goa que eram contra a realização dos Jogos da Lusofonia. Mas eles vieram para cá e estão a realizar-se. Esta é a primeira grande vitória da Lusofonia. Neste capítulo, isto significa um grande avanço.
Segundo: o número de jovens voluntários é de 3000. Provavelmente muito poucos faziam antes ideia do que era a Lusofonia. Ora esta experiência muda, por certo, o seu quadro mental.
Terceiro: Goa nunca tinha realizado, segundo o chefe de governo, um evento desta envergadura, em nenhuma área. Além das magníficas instalações que teve de construir, adquiriu competências de organização.
Por tudo isto Goa fica ainda mais ligada à Lusofonia.

E VOLTANDO À CPLP…
JOSÉ PALMEIRA (Docente na Univ.Minho):
Pela diversidade regional dos seus membros, a CPLP pode constituir uma mais valia num sistema internacional cada vez mais global. (2009)
E NO QUAL ENFRENTAREMOS SEMPRE DESAFIOS COMO ESTES ENUNCIADOS PELO PROF. ADRIANO MOREIRA:
}  A Múltipla dependência dos Estados-membros da CPLP  é um desafio para elaborar políticas coerentes sem experiência passada, em vista de um futuro sujeito a condicionamentos de terceiros, futuros abertos a uma complexidade que torna frágeis todas as prospetivas (Adriano Moreira no DN).
=== E AINDA a afirmação do “Bloco linguístico” na ONU e em outros Fora internacionais. Aprofundar a Concertação político-diplomática. [Veja-se a eleição de Angola para membro não permanente no CS da ONU…veremos o que vai acontecer na 3ªfeira com Portugal, na eleição para membro do Conselho de D.H.]. E nesse sentido da concertação político-diplomática, cativar e apoiar também a Guiné Equatorial, claro, mas igualmente a Galiza, sabendo que a
}  Língua = vale 17% do PIB em Portugal. Na CPLP os valores poderão ser mais elevados. Literatura, música, cinema, televisão.
A CPLP carece, portanto, de um Estudo alargado aos NOVE, o qual possa/deva igualmente mostrar eventuais avanços e/ou constrangimentos em territórios como a Galiza, Goa, Malaca, Macau e mesmo na RPChina.
RECORDO QUE HÁ DIAS, EM SEIA, no XXII Colóquio da Lusofonia, Ângelo Cristóvão – da Academia Galega da Língua Portuguesa – comunicava que
“O grande repto que temos pela frente é manter a coordenação entre todos os atores galegos, o que reforçaria esta posição já conhecida e elaborada durante as últimas décadas por diversos agentes culturais, universitários e intelectuais galegos no espaço da língua portuguesa.
A estratégia da Galiza no processo de aproximação da Lusofonia beneficia desta tradição consolidada, do facto fazer parte do território originário da língua comum, da sua localização geográfica, da longa tradição de país com vocação marítima e atlântica, das amplas redes tecidas pela emigração nos quatro cantos do mundo, da ausência de conotações históricas negativas no imaginário coletivo dos falantes de português, e de ser um espaço com um alto nível económico e de desenvolvimento humano próximo da média europeia, o que poderá resultar atraente para os países emergentes e em vias de desenvolvimento.
A Galiza conta, portanto, com uma boa posição de partida, com vantagens claras que deverá saber maximizar, mesmo em relação a outros atores próximos, no desejável horizonte de um relacionamento triangular estável entre a Europa, América e África, sem esquecer Timor, Macau e os territórios de língua portuguesa da Ásia.”

Não devemos esquecer igualmente a concretização do
}  Estatuto do cidadão lusófono – no sentido de se caminhar para uma Comunidade de Povos Lusófonos.
E
}  Elevar os níveis de cooperação multilateral. (Por ex: no âmbito dos Oceanos = ver mapa de ZEE ).1

                        (E as Plataformas Continentais…)

O BRASIL É A CHAVE.
TALVEZ A CHAVE-MESTRA …

==== Mas, pelo menos conjunturalmente, tem deixado que a RPChina assuma o comando das ligações económicas – através do FÓRUM DE MACAU.
           E DA CHINA NÃO TEMOS RECEBIDO GRANDES SINAIS…A NÃO SER DINHEIRO investido em projetos não produtivos!
António Bondoso
Jornalista e Mestre em RI. 
Outubro de 2014











LUSOFONIA - O DESAFIO MAIS ALICIANTE DO SÉC. XXI NO ÂMBITO DAS R.I. (PARTE I)



            ESTAMOS AQUI PARA FALAR DESTE ALICIANTE DESAFIO QUE É A “LUSOFONIA”.
            O MAIS ALICIANTE DESTE SÉCULO…NO ÂMBITO DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS. Sobretudo quando a tendência global é no sentido da ATOMIZAÇÃO [pelo menos da FRAGMENTAÇÃO] das relações entre Estados…excetuando os casos muito particulares das chamadas Organizações Regionais – como a UE, a UNASUL, a CEDEAO e mais umas quantas deste tipo – MUITAS DELAS com um acentuado pendor PROTECIONISTA.
           MAS O CASO DA LUSOFONIA ultrapassa este sentido regionalista. Parte em busca do UNIVERSAL, independentemente do seu CENTRO MOTOR.
****Escreveu Ernâni Lopes (2011) que “A Lusofonia é um conceito difuso e complexo, mais facilmente vivenciado do que teoricamente estabelecido, porque a língua, como instrumento para os que a utilizam, é o que tiver sido feito com ela, está em permanente evolução e reinterpretação. Mas é um conceito natural para aqueles que, ao longo dos tempos e das suas vidas, vivenciaram essa realidade, utilizaram esse instrumento de comunicação e de racionalização”. 
Mas o ser difuso e complexo, não retira ao conceito – à maior parte dos muitos que se têm perfilado no Estado da Arte do espaço lusófono – a importância que o Prof. Ernâni Lopes e a sua equipa de investigação lhe atribuem no estudo “A Lusofonia – Uma Questão Estratégica Fundamental”.
Sendo fundamental para o futuro coletivo dos povos de língua oficial portuguesa, é também uma janela de oportunidade para os “oito” [agora são nove] da CPLP comunicarem entre si e serem compreendidos nos seus propósitos.
E porque esta questão estratégica é fundamental, vale a pena recordar – quando a CPLP já atingiu a maioridade de 18 anos – uma caminhada difícil, cheia de contradições, muitas vezes analisada mais emocional do que racionalmente e, para sua riqueza, portadora de pensamentos distintos em qualquer dos países e continentes de pertença da língua oficial.
As ideias mudam, evoluem; o pragmatismo e os interesses sobrepõem-se muitas vezes a emoções e/ou afetos; as teorias são renovadas ou reconstruídas.
Partindo da certeza de que, por muito que se tente, não se pode ignorar a História que ditou uma colonização de mais de quatrocentos anos – conflituosa, naturalmente – não será estranho que o período pós-independência (quer em África, quer em Timor relativ/a Portugal) tenha ele sido, também, de alguma forma conflituoso. E a Lusofonia foi vivendo, (re) convivendo, ao sabor dos mais diversos estados de alma – ora por meio de uma retórica saudosamente otimista, ora por via de alguns discursos, marcadamente críticos, de elites intelectuais e de gradas figuras académicas. Ou ainda pelas visões oficiais de assumido alinhamento pelos Blocos dominantes da Ordem Mundial vigente. Foram desfilando, assim, nomes como os de Eduardo Lourenço, Veiga Simão, António Tabucchi, Adriano Moreira, Carlos Pacheco, Alfredo Margarido, Aparecido de Oliveira, Agostinho da Silva, Boaventura de Sousa Santos, José Carlos Venâncio, Joaquim Chissano, Fernando Mourão, Virgílio de Carvalho, Jaime Gama, José Augusto Seabra, Luís Moita, Barradas de Carvalho, Luís Bernardo Honwana, Sá Machado, Vasco Graça Moura, Mia Couto, Pepetela ou ainda Malaca Casteleiro.
De uma forma particularmente realista, encontramos a visão timorense de Xanana Gusmão e de Mário Alkatiri e também a ideia de Amílcar Cabral, segundo a qual: “O [idioma] português é uma das melhores coisas que os portugueses nos deixaram”.
E Paula Medeiros leva a citação mais longe, referindo uma publicação do próprio Cabral (1974):- “O português (língua) é uma das melhores coisas que os tugas nos deixaram, porque a língua não é a prova de nada mais, senão um instrumento para os homens se relacionarem uns com os outros, é um instrumento, um meio para falar, para exprimir as realidades da vida e do mundo”.
E desta frase de Amílcar Cabral também se pode extrair a ideia de que – não sendo a prova de nada mais – a língua pode não ser pertença, pode não derivar de uma relação afetiva e cultural. O que importa, é que ela seja um instrumento para chegar ao mundo. E esse, era sem dúvida um objetivo do seu Movimento de Libertação. Por isso e embora reconhecendo força e valor identitários ao crioulo, defendido pelos seus adversários internos, Cabral contrapunha a importância de uma língua de afirmação “universal” dizendo: - “Há muita coisa que não podemos dizer na nossa língua, mas há pessoas que querem que ponhamos de lado a língua portuguesa, porque nós somos africanos e não queremos a língua dos estrangeiros. Esses querem é avançar a sua cabeça, não é o seu povo que querem fazer avançar. Nós, Partido, se queremos levar para a frente o nosso povo, durante muito tempo ainda, para escrevermos, para avançarmos na ciência, a nossa língua tem que ser o português”.
Trinta anos depois de Cabral, o sociólogo luso-angolano José Carlos Venâncio – professor e pró-reitor da Universidade da Beira Interior (UBI) – disse em Macau que “a língua portuguesa é a grande herança da colonização”, acrescentando que “os grandes obstáculos entre os países da lusofonia já foram ultrapassados e venceu a fraternidade e a aproximação cultural” (2006). Mas para fazer do português “uma língua de cultura em termos internacionais” – refere Venâncio – é necessário um esforço coletivo maior e “é fundamental que Angola, Moçambique e o Brasil sejam entendidos como centros de irradiação da lusofonia”. José Carlos Venâncio, que é também professor visitante da Universidade de Macau, foi ali apresentar a sua obra A Dominação Colonial – Protagonismos e Heranças, dada à estampa em Dezembro de 2005, por ocasião de uma homenagem ao Pe. Videira Pires na UBI.
Por outro lado, ainda a meio da primeira década deste séc. XXI se erguiam vozes contra a ausência, em Portugal, de estudos em quantidade e qualidade que nos possam transmitir uma imagem atualizada da nossa história comum. MARIA MANUEL BAPTISTA (da Univ. Aveiro) diz mesmo que “Estamos, presentemente, num momento que, psicanalítica e simbolicamente, poderíamos designar de “recalcamento e negação”. A autora reconhece que é preciso tempo e distanciamento para refletir a História, cita as feridas ainda recentes e “significativamente silenciosas” de E. Lourenço (2000) e fala de “um desenraizamento histórico que afeta a nossa atual cultura globalizada” e que nos leva a questionar para que servirá uma língua comum “miraculosamente” partilhada. Tudo isto justifica, diz Baptista, o facto de não haver ainda pensadores pós-coloniais em Portugal para exigir um processo de reconstituição histórica do nosso nada “inocente colonialismo” (Lourenço, 1975,1976), a fim de podermos construir com verdade e conteúdo valioso uma Comunidade de Povos Lusófonos.
Contudo, a autora baseou o seu trabalho em alguma bibliografia crítica de pensadores portugueses e talvez tenha esquecido muitos ensaios e publicações do IPRI – Instituto Português de Relações Internacionais; do IEEI – Instituto de Estudos Estratégicos Internacionais; IDN – Instituto de Defesa Nacional; Academia de Ciências de Lisboa; Universidades; mais recentemente do MIL – Movimento Internacional Lusófono; e a vasta produção literária, em Portugal, quer sobre a Guerra Colonial/do Ultramar, quer sobre a colonização e descolonização portuguesas. Entre muitos outros, podemos citar Lídia Jorge, Manuel Alegre, António Lobo Antunes, Álvaro Guerra, João Paulo Guerra, Guilherme de Melo, Leonel Cosme, António Duarte Silva e Rui de Azevedo Teixeira – um dos organizadores dos Congressos sobre a Guerra Colonial, na Universidade Aberta em Lisboa, nos primeiros anos deste século. Hoje, poderíamos acrescentar esta novel AICEM – que deveria ter um “P” na sua sigla…
Em boa verdade, não nos parece que haja qualquer “milagre” na partilha da língua comum (RECORDEMOS AMÍLCAR CABRAL) – apesar da realidade de muitas outras línguas e dialetos em equação neste espaço que analisamos – e, eventualmente, o que talvez falte sejam estudos sobre o que realmente sabem e querem os povos lusófonos. Independentemente da maturidade política de cada um dos “oito” Estados do assim chamado “espaço lusófono”, não há memória de qualquer consulta popular a propósito do que se entende por Lusofonia e sobre a CPLP – (como não houve em Portugal sobre a integração europeia, no Brasil sobre o Mercosul ou em Moçambique sobre a Commonweath). Não há mesmo memória de qualquer proposta desse tipo.
E, assim, os povos têm ficado praticamente à mercê das ideias de muitos dos pensadores pós-coloniais que, quando viajam, quando analisam, quando estudam e quando (ou se) convivem, talvez não o façam com os “povos”. Apenas recorrem ao passado…QUANDO O PRESENTE E O FUTURO SÃO O QUE MAIS IMPORTA. Não basta raciocinar! Como diz EDUARDO GALEANO – há que pensar e sentir, pois – quando a razão se separa do coração, tudo começa a tremer!
Apesar de tudo, hoje, não pode já negar-se o avanço registado na reconstituição da história portuguesa (BASTA VER A PROJEÇÃO DE NOVOS HISTORIADORES COMO RUI RAMOS, FILIPE RIBEIRO DE MENESES e MANUEL LOFF), particularmente, na reconstituição do que alguns designam como nosso “nada inocente” colonialismo. Nenhum colonialismo foi inocente – devo dizer – nenhum colonialismo foi idêntico ao do vizinho – pela simples razão de realidades e circunstâncias diferentes. O que, hoje, ex-colonizados e ex-colonizadores parece reconhecerem, mesmo sabendo e vivendo diferentes estados de alma.
E DEPOIS…HÁ ESSAS EVIDÊNCIAS QUE NOS DEIXAM
(BORGES COELHO) = Os Historiadores são como que os manipuladores do Tempo; e - IRENE PIMENTEL = a verdade é relativa.    
O caso é que alguns dos pensadores e intelectuais pós-coloniais continuam a querer fazer das suas “leituras” e das suas “análises” uma bitola de verdade absoluta a propósito da História, rejeitando ou pretendendo diminuir as leituras de outros e sobre o “Outro”! Discursos, por vezes, demasiadamente “intelectuais” ou supostamente “académicos”, ora procurando o grau de politicamente correto, ora procurando seguir a onda da “novidade” do ser do contra. Ou simplesmente “estar na moda” – como escreveu Mariana Pinheiro no jornal Público (2008):- “Há uma mágoa que está na moda, a mágoa na literatura pós-colonial” que invade editoras e livrarias. É uma mágoa com muitas definições – diz a jornalista – “e que se agrupa em duas categorias que espelham gerações diferentes: a mágoa que parou no tempo e a mágoa que se adaptou ao presente e tem uma visão «descomplexada» do mundo”.
Sempre foi esta a minha postura. Descomplexadamente, escrevi EM MACAU POR ACASO; TONS DISPERSOS; ESCRAVOS DO PARAÍSO; SEIOS ILHÉUS; O PODER E O POEMA; …E A MINHA TESE DE MESTRADO FOI DESEJADA…PARA MOSTRAR – SEM SOMBRA DE PECADO, SEM QUALQUER PONTA DE MANIQUEÍSMO – A MINHA VISÃO GLOBAL SOBRE ESTA MATÉRIA.
===== E agora acabo de trazer à luz do dia – BASEADO NA MINHA EXPERIÊNCIA PESSOAL – como que uma nova INCURSÃO PELOS MEANDROS DO ANTERIOR REGIME e pelo Fim do Império.
Neste meu EM AGOSTO…A LUZ DO TEU ROSTO – não há saudosismo. Apenas a ligação crítica de vivências, viagens, factos e acontecimentos reais: A MINHA CIRCUNSTÂNCIA DE CIDADÃO DO MUNDO.
Está na moda, hoje, pedir desculpas.
Mas estar aqui, perante vós…a expor as minhas ideias, não é ponto que me leve a pedir desculpas. Não sendo dono da verdade – nesta, como em outras matérias – apenas RELATO, INTERPRETO E OFEREÇO PARA VOSSA INTERPRETAÇÃO. Condene-se o que houver para tal…mas enalteçamos os pontos memoráveis: a língua, os afetos, as vivências – e também, claro, OS INTERESSES!
POR ISSO…é que eu refiro sempre este pensamento sobre a
LUSOFONIA…
(Uma dimensão outra das línguas)

Quando a língua é tanto como a Amizade
Quando a língua é tanto como os Afetos
Quando a língua é tanto como o Amor
Quando a língua é tanto como a Arte
Quando a língua não é Abandono,
Tudo pode ser para Além de…
Como Ágape.
=========== 
António Bondoso
Jornalista

2014-10-20


JOÃO MATIAS PIRES
DEIXOU-NOS AOS 91 ANOS DE IDADE UM DOS "ESCRAVOS DO PARAÍSO" E PAI DA BETTY, DA SILVINA, DA TINITA, DA NÉNÉ E DA LUSITA. 

João Matias Pires, natural da Guarda, chegou a S. Tomé com quase 22 anos de idade, em 1945, cumprindo o serviço militar. Mecânico auto e apaixonado pelos carros, ficou responsável pelas oficinas do comando, numa época em que o governador acumulava o cargo de comandante militar. No livro, o Sr Pires recorda a piscina velha - quando chegou o Clube Náutico ainda não tinha projeto - e o comboio: Saía da cidade, passava pelo Bombom e pela Trindade e ia até uma roça que era do Silva&Gouveia. Transportava passageiros mas também o saibro para aterrar os pântanos junto à cidade. Pouco tempo depois de chegar, o cabo Pires foi chamado para ser motorista do governador Carlos Gorgulho e passou a ser o seu "homem de confiança": ia a bordo dos navios levar o correio diplomático e mais tarde aos aviões. Essa confiança - quase diria - manteve-se até hoje, 19 de Outubro de 2014. Leva consigo ainda alguns pormenores do tempo passado em S. Tomé, sobretudo relacionados com o seu trabalho direto com o governador Gorgulho. Mas, apesar de tudo, teve a coragem de me relatar alguns episódios do período "negro" de 1953:


Não foram apenas estes tristes acontecimentos do "Batepá" que prenderam o sr Pires àquelas ilhas. Talvez tenha ficado apaixonado pelo antigo Buick de 8 cilindros em linha, que era o que mais gostava dos 3 carros do Palácio. Tinha o volante à direita. 
Foi em S.Tomé que casou com D. Maria Benta, também ela já falecida e com quem viveu em Tourém, após o regresso em 1974. Vai ficar sepultado em Seia.
Às filhas e aos netos, deixo o meu sentido abraço de amizade. 
( Passos da História de João Matias Pires, nas páginas 102, 103, 104, 105, 107, 108, 115, 117, 118, 168, 169, 170 e 171). 

ANTÓNIO BONDOSO
JORNALISTA.



2014-10-17

LIVROS NOVOS...(2)
PARA AS NOVAS GERAÇÕES LUSÓFONAS!


Domingas Monteiro - apenas Monte na escrita - escreve com alegria e de forma transparente. Na relação com esta faixa etária "infanto-juvenil", Domingas torna fácil a percepção da palavra, pois ela está dentro da história. Sonhou e viveu a história! Por isso, há imbondeiros que nascem das estórias e igualmente imbondeiros poetas que sonham poemas à lua - diz Lurdes Breda no prefácio da obra. 
O que se espera agora...é que as novas gerações lusófonas - estejam onde estiverem - tenham acesso a à delícia desta escrita.
Obrigado à Domingas Monte por ter "exportado" para a língua portuguesa mais palavras de beleza ímpar. Como por exemplo KAMBA (Amiga); LUKAU (Sorte) e MANZAMBI (De Deus). 



ANTÓNIO BONDOSO
Jornalista

LIVROS NOVOS...(1)


EM AGOSTO...A LUZ DO TEU ROSTO - é como que uma incursão pelos meandros do "antigo regime" e pelo fim do"império". Baseado nas vivências do autor, há neste livro muitos quilómetros de viagens entre Moimenta da Beira e Moncorvo, com extensões a S. Tomé e Príncipe, Angola e Macau.
Grato à Lua do Carlos Melo Sereno, ao meu filho António Miguel e à Cromotema. 
Independentemente das sessões de apresentação, no próximo mês, a obra está disponível para solicitações diretas ao autor, contra depósito do preço de capa e uma simbólica comparticipação nos custos de envio. 



ANTÓNIO BONDOSO
Jornalista

2014-10-10

UM RETRATO SOCIOLÓGICO…DO PORTUGAL PROFUNDO!
JOSÉ SIMÕES DIZ-NOS EM 280 PÁGINAS
COMO SE PENSA E SE VIVE NA FREGUESIA DO CAMPO DE MADALENA – VISEU.



UM RETRATO EXPLICADO…DO PORTUGAL PROFUNDO!

         José Simões, Mestre em Sociologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto – chamam-lhe apaixonado e irrequieto – viajou às raízes em busca de respostas, perante comportamentos que parecem desajustados passados que são 40 anos sobre a “revolução dos cravos”.
         António Seixas Nery diz no seu prefácio que os frutos desse acontecimento “ainda não chegaram, não por culpa nossa, mas sim graças aos ventos da História que sopram e tantas vezes não respeitam aqueles que denodadamente lutam por um devir mais próspero e a conquista de uma sociedade mais justa, equilibrada, respirando harmonia e felicidade”.
         Em 280 páginas, José Simões oferece-nos um “Olhar Sociológico” sobre a freguesia do Campo da Madalena, Viseu, centrado na “dialética entre padrões de cultura camponesa conservadora e a abertura a padrões de cultura urbana”.
         E basta ler na contracapa os excertos de algumas entrevistas que marcaram o trabalho de campo, para se perceber o longo caminho que será necessário percorrer – ainda – para ultrapassar a metáfora presente na construção do trabalho de investigação: o “cavaquistão” não apareceu por obra e graça. E diz o próprio autor: “Em nossa opinião, é improvável que se alterem, num curto prazo, essas tendências de comportamentos social, político e cultural. A verificarem-se mudanças, estas serão graduais e muito lentas, e obviamente condicionadas pelas estruturas e meio envolventes”.
         A obra vai ser hoje apresentada na Casa da Beira Alta, no Porto, pelas 16h30.
         Deixo aqui um abraço de parabéns ao José Simões, pela importância e pela seriedade que emprestou ao seu estudo. Não foi trabalho em vão. Vai permanecer um excelente documento de consulta.


António Bondoso
Jornalista. CP 359.