2012-05-02
O presidente da Confederação dos Sindicatos Alemães (DGB) criticou hoje as políticas de austeridade, acusando os políticos europeus de não enfrentarem os bancos e os especuladores, no principal comício sindical do Primeiro de Maio, em Estugarda.
"Em vez de destruir a Europa com as políticas de austeridade, são necessários programas para estimular a conjuntura, afirmou Sommer."Nos países em crise do sul da Europa são homens de confiança do grande capital que estão na ponte de comando", proclamou, defendendo a introdução do referido imposto para financiar programas de apoio à conjuntura e de combate ao desemprego juvenil.
Sommer reiterou também a exigência dos sindicatos germânicos para introdução de um salário mínimo nacional na Alemanha de 8,50 euros por hora.-------------Jornal "i" online.
2012-04-30
É uma força azul divina
2012-04-28
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Segundo Texto:
2012-04-26
2012-04-25
O CAROCHA DA MEIA NOITE !!!
OS SENTIDOS DO 25 DE ABRIL... ou crime de alta traição!
2012-04-20
À VOLTA DE MIM E DO MUNDO !
À VOLTA DE MIM E DO MUNDO !

FOI HÁ QUARENTA ANOS!
Com a tua partida
Fiquei órfão de um sorriso lindo e doce,
Carente do desvelo com que mimaste minha infância
E me viste crescer,
Mesmo quando a tua serena fúria
Pretendia ser amarga e dizer não.
Não foste perfeita à imagem de uma santa
Mas amaste quem pariste
E sofreste quem amaste.
Foi há quarenta anos...
E eu
Na minha Ilha de Sonho,
Ainda procurava descobrir o caráter do mundo!
----------- AB. 18 Abril 2012
2012-04-09

QUAL A GERAÇÃO QUE SE SEGUE?
A “geração de Abril” fez o que pode. E se nas escolas não se fala da nossa história recente, ao menos que o Ministério negoceie com o Expresso a distribuição da revista cuja publicação se iniciou no sábado passado. Agora, quando se completam 38 anos da “revolução dos cravos”, qual a geração que se segue para dar a volta a este país moribundo? Podemos imaginar uma série de respostas, mas certamente não desejamos “uma geração inteira...marcada pela papeira” nem uma “Geração Deprimida e Oprimida”.
Quantos jovens são precisos para sonhar um país ?
- Uma geração sadia... que já peca por tardia |
Quantos jovens são precisos para erguer um país ?
- Uma geração perfeita...livre de qualquer maleita !
Quantos jovens necessários para guardar um país ?
- Uma geração de coragem...de incompetentes à margem !
Quantos jovens são precisos para nova revolução ?
- Uma geração marcada...desculpem tanta maçada !
Quantos jovens são precisos para salvar um país ?
- Uma geração ferida...mas com orgulho medida !
E p’ra levantar o país o que mais será preciso ?
- evitar estes ministros... e sem cabeça perdida corrê-los ao pontapé pelas pedras da avenida !
================= AB. Abril 2012.
2012-04-06
À VOLTA DE MIM E DO MUNDO !
Membro fundador da Sociedade Portuguesa de Oncologia e seu primeiro Secretário Geral – acaba de estabelecer a passagem para outra dimensão o Dr. Cardoso da Silva.
Desde sempre ligado à causa do combate à terrível doença, Cardoso da Silva foi médico no IPO do Porto, Presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro, nacional e no norte do país.
Fez parte de um vasto lote de médicos igualmente empenhados, nomeadamente Guimarães dos Santos, Gonçalves Dias, Francisco e António Gentil da Silva Martins.
Foram (também) estes homens que divulgaram publicamente as actividades da Liga e do IPO, ajudando a combater o medo. Eu, enquanto jornalista, tive o privilégio de os acompanhar nessa missão desde o início da década de 1980. Uma especial reverência à Família enlutada, à LPCC e ao IPO e um saudoso e grato abraço ao Dr. Cardoso da Silva. Memória e História.
2012-03-21
À VOLTA DE MIM E DO MUNDO !
O rei vai despido...mas a fanfarra continua a tocar!
Triste país no qual os aposentados quase pagam por inteiro as suas próprias reformas. Acabei de ver:- menos €60 euros, por mês, na pensão a partir de agora. Num sitema de concorrência, a energia elétrica aumentou; o gás subiu a perder de vista – de tão leve que é; os combustíveis atingem um patamar cada vez mais alto (quase é necessário um bom escadote para, em simultâneo, conseguir olhar para os números e segurar na mangueira); quem já tudo hipotecou na vida só lhe resta esperar pela morte; torna-se cada vez mais proibitivo chegar às prateleiras do supermercado; passar a porta da farmácia é uma decisão de vida ou de morte; mas – desgraça da ironia – temos governantes a dizer-nos para poupar pois, se pouparmos, certamente teremos fundos para ir de férias. A economia, dizem, está a crescer (paradoxo dos paradoxos, ou o milagre dos doutores da economia...cresce negativamente!) e nós não somos como a Grécia, pois temos a confiança dos mercados; e, depois, o nosso mercado interno definha a olhos vistos, ficando este (des)governo com o rótulo de ter sido aquele que bateu o record do número de desempregados em toda a história deste nobre ou pobre povo.
Os governantes continuam a ter carros topo de gama, mas as polícias já sem carros e quase sem armas e munições nem de bicicleta conseguem patrulhar as ruas e proteger os cidadãos da violência – muita dela gerada pelas péssimas condições sociais. As escolas que foi preciso melhorar, também para evitar o abandono escolar precoce – ai Jesus que foi um desperdício: as nossas crianças, os nossos jovens só merecem aquele tipo de escolas do velhinho “plano centenário”. Sem aquecimento, sem cantina, sem pátio, sem biblioteca, sem equipamentos básicos de aprendizagem. Voltemos ao tempo da “lousa” para escrever e, cuspindo nela para apagar, a fim de poder fazer contas de seguida.
De governantes sem carácter, que agora pretendem acabar com a figura jurídica da presunção de inocência e, colocando-se acima da lei, pretendem igualmente que sejam os cidadãos moribundos a fazer o seu trabalho – podemos esperar tudo. Não podemos é admitir que o PR se demita das suas funções de garante da CRP, assistindo diariamente a um corropio de violações, sem nada dizer e pouco – muito pouco – fazer!
Por isso é que eu digo que o rei vai despido...mas a fanfarra continua a tocar. E neste “Dia Mundial da Árvore, mas também da Poesia – essa sublime forma de protesto e de chamar os bois pelos nomes” posso dizer:
“Temos um rei despido...temos um rei despido
- grita o rapaz dos jornais!
Uma tragédia! – se vai despido, está nú!
Será talvez um nú artístico – pensa o libertino com pose de poeta.
Mas vem o sem-abrigo e contrapõe: obsessão pelo sexo!
Se o rei vai nú
Por certo se lhe vê o sexo
Ou até os refolhos do cú!
Às tantas, o poeta sério de intelecto quase balbucia uma réplica:
- nada de mal na Arte da nudez.
Mente aberta e coração ao largo
O espírito criativo faz do país uma potência
Sem a censura opressora e um corta-relvas no cargo.
Mas o rei continua despido...e a fanfarra continua a tocar”.
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António Bondoso
21Março2012.
2012-02-24
À VOLTA DE MIM E DO MUNDO !
Depois do muito que se escreveu e disse...Preferi registar a ideia, simples, de que "O Zeca Faz Falta".
Como alguém disse:- "todos os grandes talentos são humildes e discretos".
O ZECA FAZ FALTA...
O José Afonso que me chegou de Coimbra
Em tom de fado
Ou o Zeca Afonso que recebi de Paris
Como protesto
Foi Abril foi Maio, toda a vida
Em luta por ideias e princípios
Sem trocar a liberdade de pensar
Sem vender a razão de a cantar.
De Afonso e de Zeca imperfeito
Somou aos amigos com defeito
Tantos outros que, sabendo, conquistaram
Seu coração partilhado e já magoado
Por traição de uma vida tão madrasta.
E de um Zeca lutador
E de um Afonso sonhador
Ficou Portugal tão órfão
Que hoje ainda se clama seu canto de madrugada,
Símbolo libertador de um país amordaçado
Seu nome fruto maior há tanto tempo sem tempo
Revolta, luta, verdade
Memória, grito, saudade.
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A.B. 23 Fev.2012
Por ocasião dos 25 anos da morte de Zeca Afonso.
2012-01-31
À VOLTA DE MIM E DO MUNDO !

2012-01-25
À VOLTA DE MIM E DO MUNDO !
ODE À REVOLTA
Tristes versos de um poema na cidade
Tristemente adormecida
Prendem a atenção do poeta angustiado
Enleado em rumores, ditos e não ditos
Talvez simplesmente imaginados.
Escreve de ouvido
Já cego pela revolta da amargura
Desenha pelo tato outros sentidos
Que as cores do arco-íris não contemplam.
Poderia ser um poema duro e belo
Exaltada ode a uma raiva acumulada
Ou apenas soneto da vergonha e da verdade.
Mas as letras que nasceram mal paridas
São antes aqui a leitura perseguida
Do poema da mentira do que somos
Uma sátira do mundo em que vivemos.
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AB. Jan2012
2012-01-16
À VOLTA DE MIM E DO MUNDO !
As árvores ainda despidas
Impedem o jogo de sombras
Na relva molhada.
Porque chove
E não há sol.
E as almas circulam
Gémeas de tristeza
Excepto um jovem casal
Ainda no sonho de um mundo só seu.
E chove.
E não se vê o rio dos meus encantos
Para além da cinzenta placa de betão.
Mas ouve-se música...
E deixo-me levar a outros tempos
Diferentes imagens outros afectos
Pingos de sempre mas de novas roupagens.
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Porto-Março 2010.







