DIÁRIO
DA FELICIDADE…ou de como se vivem as emoções de ser mãe, pai e avós.
José
Saramago escreveu um dia, no «Nosso Livro de Todos os Dias», de uma
forma não muito popular ou até mesmo politicamente correta, que «Ler não é obrigatório». O que Saramago quis dizer e
precisar, foi que «não vale a pena inventar desculpas, explicações para algo
que é muito claro desde que o livro existe. Ler não é obrigação nenhuma. Ler é
uma devoção, é uma paixão, é um amor».
Partindo da ideia de que um autor escreve para ser lido, proponho que façam o favor de praticar um ou dois minutos na leitura deste meu texto. Recordo que não é obrigatório ler.
17
de Maio de 2026.
Madrugada
Passavam
treze minutos das três horas, diz o registo e confirma o pai.
Chegou
o Henrique… e apresentou-se:
3,700
Kgs, 51 centímetros.
Tudo acompanhado e documentado pelo pai, vestido a rigor para uma sala de intervenções cirúrgicas.
Foi
uma madrugada de emoções, telefonemas para lá, mensagens para cá…até que foi
permitida a visita do núcleo familiar próximo.
Parecenças com este, traços mais daquele, fotos de todos os ângulos possíveis e imaginários. E o Henrique vai andando de colo em colo, dos avós maternos aos paternos, até que chega a vez da irmã. Por instinto carinhoso da Helena, o mano assenta no seu colo que nem uma luva, protegido claro pela cautela dos pais. O mano é meu! – afirma perentória, assumindo a ligação umbilical sem rodeios.
Entretanto,
o F.C. do Porto acabara de festejar o seu 31º título de Campeão Nacional de
Futebol da 1ªLiga.
Dois dias depois, 19 de Maio de 2026, a tão aguardada receção na casa dos pais. Enfeitada a preceito, diga-se, embora de forma simples – como tudo deveria ser neste mundo e nesta vida. No entanto, de forma a que o Henrique se sentisse e sinta, de facto, em casa! Recebido pelo «núcleo familiar» e por alguns amigos dos pais, do C95.
Henrique
navegador
Por
que não conquistador...
E
veio no arrasto da celebração azul e branca
Qual
raio de sol ou de um relâmpago de felicidade.
A «história» começa um tempo antes,
naturalmente, mas decidi iniciar este projeto, neste dia de um brilho especial.
O «diário», chamo-lhe eu, terá a sua sequência e, por fim, será ou não
publicado em forma de livro, dependendo da qualidade literária que alguém lhe venha
a perceber…atribuindo-lha.
António
Bondoso
22
de Maio de 2026.























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