DE CRIANÇA A UM CIDADÃO ADULTO – há um trajeto de problemas incomensuráveis. Muitos, ou a grande parte, nunca serão bem resolvidos.
Se uma criança pudesse voar, assim, livremente…e escapar aos perigos de um mundo psicótico, turbulento, belicista, de conflitos intermináveis, o Planeta seria sempre azul, visto da Lua ou de Marte.
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«Há dias, numa aula de Relações Internacionais na USRM- Universidade Sénior Rotários de Matosinhos», lembrei que, baseado num relatório da UNICEF, morrem 16 mil crianças por dia em todo o mundo. E que, de acordo com o mesmo relatório, mais de 20 milhões de crianças e famílias estão em risco, devido à falta de financiamento internacional. Financiamentos, como todos sabem, «desviados» para situações de guerra – concretamente na Ucrânia, invadida pela Rússia; em Gaza e no Líbano, por intervenção de Israel; e no Irão, bombardeado pelos EUA e por Israel. Só em 2 meses, os EUA gastaram 25 mil milhões de dólares em bombas para o Irão.
E a
fome. E mais as doenças mortais. E outros conflitos no Sudão, Congo, Angola, Somália,
Iémen e Sudeste Asiático.
“Nenhuma criança deveria morrer de doenças que sabemos como prevenir. Mas vemos sinais preocupantes de que esse progresso está desacelerando — num momento em que estamos vendo cortes adicionais no orçamento global”, disse Catherine Russell, Diretora Executiva da UNICEF.
Apesar de tudo, celebremos a vida e as crianças.
Quer
de noite quer de dia.
Quando
se afasta não vemos
Pois
o sol tapa o caminho.
Mas
quando se aproxima a lua
É
intenso o tal brilho
Que
ilumina meio mundo
E
faz sonhar os meninos.
E
então…podemos avançar sem medo
De
tropeçar.
É
uma estrela tão grande
Cheia
de energia e tão forte
Capaz
de ser o transporte
De
uma tal humanidade
Que
possa dar vida às crianças
E
vê-los assim a ser homens.
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António Bondoso
1 Junho 2026
António Bondoso
1 de Junho de 2026







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