Mostrar mensagens com a etiqueta Natal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Natal. Mostrar todas as mensagens

2021-12-09

O «espírito» do Natal subvertido…ou de como se «vende» a ilusão.

É triste saber do Natal. Desse Natal que nos é apresentado pela publicidade televisiva. É triste saber do negócio. E saber que há tantos a participar nele. E saber que ele se expande com indiferença. É a pior face de uma época que vamos vivendo sem questionar o «desvio» e sem atender às consequências. Por isso, dei forma a palavras e ideias simples que vos deixo: 


Foto de António Bondoso

Se o Natal vier

Como é suposto

Que demore meses a moldar

E a modelar

A forma de um rosto

De uma alma sofrida.

 

E será Natal sempre que a água correr

E será Natal sempre que o Sol aquecer

E será Natal sempre numa noite clara

E com as estrelas a brilhar.

E será Natal sempre que um homem pensar

[isto sou eu em delírio]

No seu vizinho do lado

Nas crianças sem brincar a céu aberto

Teimando ainda e sempre um seu sorriso

Meio aberto

Sabendo que não há chaminé

Nos campos ali ao pé.

 

Mas será sempre Natal

Como é suposto.

Mesmo sabendo que tantos de nós

Nem sequer terão à mesa uma filhós…

…que desgosto!


Foto de José Guilherme Pontes

António Bondoso

Dezembro de 2021. 
 

2017-12-21


UM NATAL COM JUSTIÇA!
Afinal...a Justiça deveria ser e estar Todos os Dias...


NÃO ME VENHAM FALAR DE NATAL!
FALEM-ME DE JUSTIÇA!
(Atualizando o que escrevi em 2015, percebendo a sem-vergonha de PPCoelho, Cristas e quejandos. Dou de barato o triste espetáculo da oposição na AR, mas não posso deixar passar em claro a barbaridade da afirmação do ainda líder do PSD sobre não ter memória de um ano tão trágico).
Não me venham falar de Natal, quando a miséria, a pobreza, a desigualdade entre os homens de todas as raças se acentua; não me falem de Natal quando os “donos disto tudo”, banqueiros e mercados sem rosto, somam cada vez mais às suas fortunas roubando o produto de quem trabalha e de quem já trabalhou; não me falem de Natal quando os jovens não têm futuro na terra onde nasceram; não me venham falar de Natal quando as migrações são cada vez mais forçadas por situações de guerra e perseguições políticas – da Síria ao Sudão, da Líbia ao Iraque, da Sérvia ao Kosovo, da Albânia à Turquia, do Líbano a Israel, da Rússia à Palestina, do Paquistão à Índia, da Indonésia às Filipinas, da China ao Tibete, do México aos Estados Unidos, da Alemanha à Hungria, do Congo ao Chade, da Tunísia ao Burquina Faso, de Angola ao Zimbabwe, do Brasil à Venezuela, de Myanmar ao Ruanda ou ao Quénia. Não me falem de Natal quando as crianças em todo o mundo são violentadas pela fome e pela escravidão.
Não me venham falar de Natal.
Falem-me de Justiça.
Não me falem de Natal, quando os doentes passam cada vez mais situações críticas já mesmo à porta das farmácias – quando não, até à porta de suas casas. Não me venham falar de Natal quando os avós e os pais já não conseguem – em cada dia – fazer face ao desespero dos filhos. Não me falem de Natal, quando há situações diárias de pais e filhos desavindos. Não me venham falar de Natal, quando há escolas e hospitais que não funcionam por falta de verbas. Não me falem de Natal quando a violência doméstica é cada vez mais comum; não me falem de Natal quando os vizinhos se agridem por uma flor de jardim ou por um arbusto saído; não me venham falar de Natal quando as alterações climáticas – resultado sobretudo das ambições desmedidas do “homem” – conduzem à morte do nosso planeta a um ritmo assustador.
         Não me venham falar de Natal apenas em Dezembro, exatamente numa altura que o ainda líder do PSD se lembrou de dizer que não tinha memória de um ano tão trágico em Portugal. Certamente se esqueceu – pois não tem memória – dos 1216 casos de suicídio registados em 2014. E nos anos do seu (des) governo, patrocinado pela Troika e por Cavaco Silva, também não se recorda das pessoas que perderam as suas casas para os bancos (que ele alimentou com milhões) ou daqueles que se viram obrigados a emigrar ou a desfazer-se de muitos dos seus bens para enfrentar os efeitos dos cortes cegos – sobretudo nas pensões de reforma. É trágico recuperar uns quantos euros, tendo em conta as centenas/milhares de que fomos esbulhados? Não me falem de Natal, quando esse fulano se permite dizer o que disse. Certamente não tem memória dos 10 mil milhões que o fisco deixou fugir para os paraísos fiscais entre 2011 e 2014, tal como não tem noção da gravidade em que deixou este país mais triste à beira-mar plantado, tal como referia em Novembro de 2016 o jornalista Nicolau Santos: “        É este o Estado que temos: sem poder para mandar naquilo que é verdadeiramente essencial para definir uma estratégia de desenvolvimento. E o que é espantoso é que quase tudo tenha acontecido em tão pouco tempo (entre 2011 e 2015, pouco mais de quatro anos) e que estivéssemos tão anestesiados que o não conseguíssemos evitar.”
Falem-me de Justiça e de Consciências Iluminadas.
Já enviei, aceitei e retribuí mensagens de Boas Festas. Sobretudo para os amigos que muito considero. Mas não me falem de Natal, quando percebo nesses gestos apenas uma circunstância de moda. Não me venham falar de Natal quando se consomem fortunas em decorações de rua e nas casas de cada um, apenas para umas horas de mesa e de companhia desfeita; não me falem de Natal quando o consumismo se concentra em figuras como a Popota ou como a Leopoldina. Não me venham falar de Natal, quando as compras e as trocas de presentes são a razão única de estabelecer um convívio de amigos e de famílias.
         Não me venham falar de Natal…por tudo isto!
    Falem-me de Amizade presente e desinteressada, falem-me de Justiça, dos verdadeiros valores do humanismo como a solidariedade e a humildade. O Natal é isto. Sobretudo isto! Mas também admito que, sendo eu um desalinhado, possa – no limite – estar a ver o mundo ao contrário!
António Bondoso
Jornalista  
 



2016-12-22

NATAL - UMA QUADRA DE SIGNIFICADOS MAL PERCEBIDOS. A CRISE NÃO ACABOU...APESAR DAS MARATONAS AOS CENTROS COMERCIAIS.


QUANDO DECIDIRMOS FALAR DE NATAL…
FALEMOS DE JUSTIÇA E DE AMOR.

         De amor, seja o que for que entendamos pelo conceito: solidário, disponível, amigo, atento, presente, carinhoso, paciente, compreensivo, alegre, sorridente, ouvinte, confidente, partilhado, arejado.
Não me venham falar de Natal, quando a miséria, a pobreza, a desigualdade entre os indivíduos dos diferentes troncos da raça humana se acentua; não me falem de Natal quando os “donos disto tudo”, banqueiros e mercados sem rosto, somam cada vez mais às suas fortunas roubando o produto de quem trabalha e de quem já trabalhou; não me falem de Natal quando os jovens não têm futuro na terra onde nasceram; não me venham falar de Natal quando as migrações são cada vez mais forçadas por situações de conflito social, de guerra e de perseguições políticas – da Síria ao Sudão, da Líbia ao Iraque, da Sérvia ao Kosovo, da Albânia à Turquia, do Líbano a Israel, da Rússia à Palestina, do Paquistão à Índia, da Indonésia às Filipinas, da China ao Tibete, do México aos Estados Unidos, da Alemanha à Hungria, do Congo ao Chade, do Mali ao Iémen, da Tunísia ao Burquina Faso, de Angola ao Zimbabwe, do Brasil à Venezuela. Não me falem de Natal quando as crianças em todo o mundo são violentadas pela fome e pela escravidão.
Não me falem de Natal sem referir Justiça, sem lembrar o sacrifício de Jesus Cristo – esse mesmo cujo nascimento celebramos há séculos por esta altura, o que nada tem a ver com a figura do Pai Natal fabricada pela Coca-Cola – e do Papa Francisco que, com muita coragem e com muita persistência, nos tem devolvido alguma esperança e muita Fé.  
Não me falem de Natal, quando ver morrer jovens à porta dos hospitais começa a tornar-se moda, tendo por base cortes orçamentais absurdos. E dos mais velhos nem vale a pena falar, aumentando as situações críticas já mesmo à porta das farmácias – quando não, até da porta de suas casas. Não me venham falar de Natal quando os avós e os pais já não conseguem – em cada dia – fazer face ao desespero dos filhos. Não me falem de Natal, quando há situações diárias de pais e filhos desavindos. Não me venham falar de Natal, quando há escolas que não funcionam por falta de verbas. Não me falem de Natal quando a violência doméstica é cada vez mais comum; não me falem de Natal quando os vizinhos se agridem por uma flor de jardim ou por um arbusto saído; não me venham falar de Natal quando as alterações climáticas – resultado sobretudo das ambições desmedidas do “homem” – conduzem à morte do nosso planeta a um ritmo assustador.
         Não me venham falar de Natal apenas em Dezembro. 
         Falem-me de Justiça, de Cristo e de Consciências Iluminadas.
Enviei, aceitei e retribuí mensagens de Boas Festas. Sobretudo para os amigos que muito considero. Mas não me falem de Natal, quando percebo nesses gestos apenas uma circunstância de moda. Não me venham falar de Natal quando se consomem fortunas em decorações de rua e nas casas de cada um, apenas para umas horas de mesa e de companhia desfeita; não me falem de Natal quando o consumismo se concentra em figuras como a Popota ou como a Leopoldina. Não me venham falar de Natal, quando as compras e as trocas de presentes são a razão única de estabelecer um convívio de amigos e de famílias.
         Não me venham falar de Natal…por tudo isto!
         Falem-me de Amizade presente e desinteressada, falem-me de Justiça, dos verdadeiros valores do humanismo. O Natal é isto: Paz em todos os habitantes do planeta e amor – seja o que for que entendamos pelo conceito: solidário, disponível, amigo, atento, presente, carinhoso, paciente, compreensivo, alegre, sorridente, ouvinte, confidente, partilhado, arejado.

Dezembro de 2016
António Bondoso
Jornalista    


2015-12-24


NÃO ME VENHAM FALAR DE NATAL!
FALEM-ME DE JUSTIÇA!

Foto de Ant. Bondoso

Não me venham falar de Natal, quando a miséria, a pobreza, a desigualdade entre os homens de todas as raças se acentua; não me falem de Natal quando os “donos disto tudo”, banqueiros e mercados sem rosto, somam cada vez mais às suas fortunas roubando o produto de quem trabalha e de quem já trabalhou; não me falem de Natal quando os jovens não têm futuro na terra onde nasceram; não me venham falar de Natal quando as migrações são cada vez mais forçadas por situações de guerra e perseguições políticas – da Síria ao Sudão, da Líbia ao Iraque, da Sérvia ao Kosovo, da Albânia à Turquia, do Líbano a Israel, da Rússia à Palestina, do Paquistão à Índia, da Indonésia às Filipinas, da China ao Tibete, do México aos Estados Unidos, da Alemanha à Hungria, do Congo ao Chade, da Tunísia ao Burquina Faso, de Angola ao Zimbabwe, do Brasil à Venezuela. Não me falem de Natal quando as crianças em todo o mundo são violentadas pela fome e pela escravidão.
Não me venham falar de Natal.
Falem-me de Justiça, de Cristo e do Papa Francisco.
Não me falem de Natal, quando ver morrer jovens à porta dos hospitais começa a tornar-se moda, tendo por base cortes orçamentais absurdos. E dos mais velhos nem vale a pena falar, aumentando as situações críticas já mesmo à porta das farmácias – quando não, até da porta de suas casas. Não me venham falar de Natal quando os avós e os pais já não conseguem – em cada dia – fazer face ao desespero dos filhos. Não me falem de Natal, quando há situações diárias de pais e filhos desavindos. Não me venham falar de Natal, quando há escolas que não funcionam por falta de verbas. Não me falem de Natal quando a violência doméstica é cada vez mais comum; não me falem de Natal quando os vizinhos se agridem por uma flor de jardim ou por um arbusto saído; não me venham falar de Natal quando as alterações climáticas – resultado sobretudo das ambições desmedidas do “homem” – conduzem à morte do nosso planeta a um ritmo assustador.
         Não me venham falar de Natal apenas em Dezembro.  
         Falem-me de Justiça, de Cristo e de Consciências Iluminadas.
Enviei, aceitei e retribuí mensagens de Boas Festas. Sobretudo para os amigos que muito considero. Mas não me falem de Natal, quando percebo nesses gestos apenas uma circunstância de moda. Não me venham falar de Natal quando se consomem fortunas em decorações de rua e nas casas de cada um, apenas para umas horas de mesa e de companhia desfeita; não me falem de Natal quando o consumismo se concentra em figuras como a Popota ou como a Leopoldina. Não me venham falar de Natal, quando as compras e as trocas de presentes são a razão única de estabelecer um convívio de amigos e de famílias.
         Não me venham falar de Natal…por tudo isto!
         Falem-me de Amizade presente e desinteressada, falem-me de Justiça, dos verdadeiros valores do humanismo. O Natal é isto. Mais o simbolismo do Presépio que deveria ser um palco diário. 
António Bondoso
Jornalista    



2015-12-15

PARA QUE HAJA ESPERANÇA...



PRESÉPIO DESPIDO ( A Publicar).

Numa imagem despida de acessórios dispensáveis
Nem a vaca nem o burro
Nem qualquer fardo de palha, 
Maria, José e o Menino
Enfrentavam chuva e frio
Debaixo de um velho pinheiro
Pois já não havia estábulo em tão distante caminho.

E a aragem fresca da noite
Quase gelava o cenário de natureza bem simples.

Uma Família comum
De alegria enriquecida
Procurava proteger de um mundo tão egoísta
O sentimento mais nobre
Que o Natal empresta à Vida:
a condição de nascer
sem marca de igual destino
não determina o carácter
nem separa por princípio.

Só um mundo sem razão
A fugir para o abismo
Alimenta a ideia morta de uma árvore despida
Poder servir de refúgio
Ou sequer de proteção
A tantos homens perdidos na busca da salvação.

Mas o milagre persiste
E renova em cada ano
Uma heroica tarefa de fazer acreditar
Ser possível encontrar nos ramos nus de folhagem
A Luz que sempre guiou
Esse Menino nascido com o poder do perdão.
====A.Bondoso (A Publicar)


António Bondoso
Jornalista