Escrevi
há uns dias que não há aniversários iguais.
E
que cada um de nós tem números e marcas indeléveis no decurso da existência
neste planeta. Sempre a somar e sempre diferentes. Para mim, e neste ano de
2025, o aniversário foi assinalado pela Poesia da vida, que floresce.
E quando a vida me oferece «Bodas de
Diamante», eu devo dar graças por ter chegado a este estado «de avô»!
E a neta, a Helena que eu tenho vindo a cantar mês após mês, acabou de celebrar o seu primeiro aniversário, precisamente no designado “Dia do Pai”. Nada mais oportuno, por isso, para que eu volte a escrever.
Assim, vou apenas dizer que “a um
primeiro voo, outros se seguirão, não menos importantes.
O amor e o carinho intemporais, acompanha o bater das asas para que um dia ela possa voar sempre livre, nas asas seguras de todos os pássaros do mundo. Sempre, sempre livre!”. Os pais e os avós disso se encarregarão, estou certo.
Eu
reterei para sempre estes SONHOS DO MEU OLHAR:
SONHOS DO
MEU OLHAR
Quando fixo o meu olhar sereno
Nos teus claros olhos lindos
Consigo perceber
Pelo menos imaginar,
Coisas que me dão carinho
E mostram felicidade.
São tão lindos os teus olhos
Alegria dos meus sentidos,
Dizem-me segredos únicos
Já me contam belos sonhos
De bordado futurista.
São tão puros os teus olhos
Projetam sempre verdade.
Ainda não sabes, claro.
Mas o que eu escrevo agora,
Adiantado caminho,
É herança que te deixo
Com todo amor e carinho.
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António
Bondoso
Set. 2024.