Em 1990, numa homenagem que lhe foi prestada em Coimbra, MIGUEL TORGA salientou :
Sem pretender correr o sacrílego risco de colocar a simplicidade da minha escrita ao nível da grandeza da prosa e da poesia de Adolfo Rocha, é certo que também eu me estou a apresentar perante esse tribunal perpétuo - os leitores dos meus livros. De outro modo, considerando este espaço de livre e universal circulação, podemos ainda incluir nesse número os cibernautas que se cruzam com as letras que eu, embora de forma intermitente, aqui vou colocando numa viagem de cósmica interpretação do mundo.
Sem forçar seja quem ou o que for, particularmente os "donos" da pantalha (quem não aparece não existe !), lá fui apresentando aos "juízes" de Moimenta da Beira, do Porto e de Lisboa, o resultado da minha mais recente aventura na escrita : - "...DA BEIRA ! Alguns Poemas e Uma Carta Para Aquilino".
Nesse processo de promoção e de exposição públicas, felizmente, não estive só. Fui acompanhado de alguns velhos e novos amigos - testemunhas que, de forma crítica e sincera, interpretaram as minhas ideias e motivações.
UM :-Rui de Azevedo Teixeira - Professor Catedrático da Universidade Aberta, disse-me que este livro "acrescenta não muito" !
DOIS : - A Jornalista e Poeta santomense São Lima - "compatriota" há já uns anos ao serviço da BBC, em Londres - escreveu assim : "As epígrafes, a dedicatória, o preâmbulo, as fotos que permeiam as páginas, o conjunto me fala de amor e homenagem. Amor e homenagem numa perspectiva que inscreve, como diria Lídia Jorge, por ti citada na tua longa e visceral carta ao grande mestre, 'memória e cidadania' ". E depois de considerar a carta como uma síntese-balanço de 40 anos, São Lima acrescenta :- " E agora digo obrigada ao jornalista, ao humanista, ao discípulo que assim tão sabiamente celebrou o mestre - com este testemunho de cidadão da Beira, de Portugal e do mundo. Haverá melhor maneira de celebrar aqueles que pelas suas ideias e obras nos marcam " ?
TRÊS :- Maria José Praça - Professora do 1º Ciclo do Ensino Básico em Lisboa, com saudades do granito, escreveu : - " São bonitas as palavras entrelaçadas com que dizes as memórias. Sílaba a sílaba captei-lhes a pulsação. Poesia leve pela delicadeza de sua ondeação e forte pelo derrame íngreme d'o que deixa fluir...".
QUATRO :- Maria Helena Veiga ( Milé ) - Educadora de Infância em Oeiras, disse-me que "MESTRE - é também quem resume numa carta passados que vivi, por vezes não entendi, guardei ou esqueci e, agora, revivi" .
CINCO :- Jacinta Raquel Bondoso Dias - Mestra em Educação e Línguas, pela Universidade de Aveiro, diz que o livro " é um hino de louvor ao mestre e às raízes " !
E as raízes estão em Moimenta da Beira, onde o livro foi apresentado na Biblioteca que leva o nome de Aquilino Ribeiro - a 2 de Fevereiro - ainda com os ecos do centenário do "Regicídio".


SETE :- Francisco José Oliveira, Jornalista (Radialista antes de mais...), foi a Moimenta dizer que " Da criteriosa compilação de poemas e da carta que António Bondoso remete ao Mestre, como se ambos se encontrassem numa mesma dimensão metafísica, resulta uma obra de referência não apenas para o concelho de Moimenta da Beira como também para a região beirã, como para todos os portugueses que encontram na escrita e na personalidade do Mestre um verdadeiro roteiro de vida ". E, de imadiato, acrescentou : "... importa, desde logo, reter aquela que será uma das mais marcantes, senão mesmo a mais profunda mensagem de todas quantas Aquilino nos legou e que o autor quis enaltecer desde a primeira página da obra que hoje vê a luz do dia : ' Para chegar a bom termo da viagem, é preciso ser livres ".



Se entendermos que a poesia também pode ser uma construção metafórica, inspirada em realidades concretas - eventualmente pode dizer-se que a poesia não deixa de ser também Jornalismo !






Vislumbrando no autor uma certa angústia pela 'desordem mundial' - CVO coloca Portugal como a verdadeira preocupação de AB, reescrevendo que 'o país não vai bem, os políticos são incompetentes e não têm sido capazes de estabilizar o país e de atenuar as diferenças abissais entre o litoral e o interior' ! E termina, dizendo haver sempre uma saída, um refúgio - sendo o de AB ... um livro : - 'às vezes basta-me olhar um livro' ...


ONZE :- O QUE OUTROS ESCREVERAM A PROPÓSITO '...DA BEIRA !'
HOJE MACAU ( 25 de Janeiro, na página TENDÊNCIAS - uma página que o próprio autor- Helder Fernando - classifica de 'assumidamente tendenciosa' ) : - "Para nosso contentamento, todos os dias aparecem pelos meios de comunicação social notícias de iniciativas protagonizadas por pessoas que em Macau desenvolveram actividade profissional e foram gente de prestígio".
JORNAL DE NOTÍCIAS ( 2 de Fevereiro ) : - "AB escreve uma carta ao Mestre, meio intimista meio reflexiva, que revela inquietudes do tempo de Aquilino e do nosso tempo".
LAMEGO HOJE ( 7 de Fevereiro ) :- a Jornalista Guida Canhoto escolheu para título - Livro sobre Aquilino põe a nu sociedade actual ! E depois desenvolve : "Obedecendo aos ensinamentos de Aquilino de isenção e verdade, tal como um aluno obedecendo ao seu professor, AB denuncia que o país não vai bem... e o Estado apresenta-se descalço e faminto". Não é tanto uma questão de dinheiro, mas antes de espírito e de cultura - clarifica o autor. Por fim, escreve Guida Canhoto, "apoiando-se em metáforas, parte de lugares bem conhecidos desta região para chegar ao país e ao mundo. AB define o livro como de louvor à Beira, à liberdade e à justiça" !
PÓRTICO CERVEIRENSE ( 7 de Fevereiro ) : - Revista de Informação e Cultura para a Galiza, Vale do Minho e Vila Nova de Cerveira - dirigida por Castro Guerreiro. Camarada de palavras ( e de palavra!) do autor há mais de trinta anos, Castro Guerreiro transformou o tema em Editorial, preenchendo a segunda página. Ali escreve sobre a Rádio ( RDP) que promoveu a região minhota, sobre outros livros do autor e - particularmente sobre este '...DA BEIRA! ' - destaca, naturalmente, as referências ao Alto Minho : 'mas a grande transformação de Cerveira deveu-se a uma aposta arriscada nas artes, sendo hoje um polo importante no mapa das Bienais de todo o mundo. Por opção dos autarcas, respaldados na capacidade de grandes nomes da cultura, como Jaime Isidoro, Júlio Resende ou José Rodrigues'.
TERRAS DO DEMO ( 23 de Fevereiro ) : - Gil Carvalho - Director, à opinião preferiu dar voz aos intervenientes na sessão de apresentação em Moimenta da Beira. Um deles, o vereador da Cultura - Jorge Costa : " é mais uma página que se regista no aspecto culturalde Moimenta, com letras douradas, pelo valor que o conteúdo deste livro encerra". O jornal moimentense transcreve ainda excertos das intervenções do autor e do Presidente da Câmara, José Agostinho Correia - destacando também uma referência particular do apresentador Francisco José Oliveira ao autor do livro : " A obra que AB agora apresenta é como que um reencontro com as suas próprias origens, embora bem possa ser considerado um cidadão do mundo, com obra literária referente às diversas estações desta viagem da lusofonia. Curiosamente, foi em S.Tomé que ganharam corpo as suas duas paixões e em que AB se tornou de alguma maneira bígamo pelos amores do mundo - uma por ali ter constituído família ; outra, que se traduziu num romance eterno com a radiodifusão" !
O livro "...DA BEIRA ! Alguns Poemas e Uma Carta Para Aquilino" mereceu ainda destaque nas emissões da RDP-Antena 1, com Ana Aranha, e da Rádio Macau - com Helder Fernando.